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Título
AVALIAÇÃO DE DIGESTIBILIDADE DE DIETAS SUPLEMENTADAS COM DOSES CRESCENTES DE XILANASE E FITASE DURANTE A FASE INICIAL PARA FRANGOS DE CORTE

Aluno: Vitor Augusto Bernardini Zavelinski - PIBIC/Fundação Araucária - Curso de Zootecnia (MT) - Orientador: Alex Maiorka - Departamento de Zootecnia - Área de conhecimento: 50403001 - Palavras-chave: digestibilidade; fitase; xilanase - Colaborador: Vinicius Schramm, Andréia Massuquetto, Jean Fagner.

O fitato é um agente indigestível por enzimas endógenas do organismo e se complexa com minerais e proteínas, prejudicando assim a digestão e absorção de nutrientes ligados e é encontrado no milho e na soja. O fitato é a forma de armazenamento de fósforo nas células vegetais, e são necessários enzimas exógenas como a fitase para que possa ser hidrolisado e aproveitar esse fósforo que é indispensável para o organismo. A fitase quebra a ligação entre o fitato e o mineral, liberando-os para a absorção junto a outros nutrientes. Além disso o milho e o farelo de soja contém polissacarídeos não amiláceos, os PNA. Esses compostos também são indigestíveis por enzimas endógenas e mesmo em baixa quantidade acabam dificultando a digestibilidade de nutrientes. A hidrolise dos PNA pode ser realizada por carboidrases exógenas adicionadas na dieta. Entretanto há poucos trabalhos na literatura com a interação de fitases e carboidrases. O objetivo foi verificar a interação das enzimas fitase e xilanase na digestibilidade e metabolizabilidade de dietas a base de milho e farelo de soja para frangos de corte. Foram utilizados 560 pintos divididos em 8 tratamentos com 10 repetições, sendo 7 animais por repetição. No experimento foram utilizados dois níveis de fitase (0 e 100 ppm), e quatro níveis de xilanase (0, 50, 100, 150 ppm). Foi realizada a coleta parcial das excretas do conteúdo ileal, em seguida foram feitas analises laboratoriais como energia bruta (EB), proteína bruta (PB), cinza insolúvel ácida (CIA) e matéria seca (MS), depois calculou-se os coeficientes de metabolizabilidade MS, (CMAMS) e energia metabolizável aparente (EMA) e o coeficiente de digestibilidade ileal da PB (CDAiPB) da dieta. Foi realizado a ANOVA utilizando um esquema fatorial 2x4, quando significativo os dados foram submetidos ao teste de Tukey (P<0,05). Para a variável dependente foi realizado a análise de regressão linear, quadrática e Linear Response Plateau (LRP), verificando a máxima resposta da enzima. Em doses de até 50 ppm de xilanase não houveram diferenças com ou sem fitase para o CMAMS e EMA, a partir de doses com mais de 100 ppm de xilanase a inclusão de fitase aumenta o CMAMS e na EMA da dieta. Foi observado um efeito quadrático e LRP para CMAMS sem fitase respondendo linearmente até 66,4% com dose de 50 ppm de xilanase e CMAMS com fitase até 70,0% com dose de 86 ppm de xilanase. Um aumento linar a EMA e CDAiPB com fitase na dieta. Entretanto não ouve efeito na CDAiPB quando não adicionado a fitase.