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Título
CARACTERÍSTICAS MICROBIOLÓGICAS DA OSTRA DO MANGUE (CRASSOSTREA SP.) COMERCIALIZADAS NO LITORAL PARANAENSE

Aluno: Patricia Ramos de Vargas - PIBIC/CNPq - Curso de Medicina Veterinária - Curitiba (MT) - Orientador: Antonio Ostrensky Neto - Departamento de Zootecnia - Área de conhecimento: 50701037 - Palavras-chave: salmonella sp.; moluscos; filtradores - Coorientador: Aline Horodesky - Colaborador: Thayzi de Oliveira Zeni.

Ostras são animais filtradores, capazes de acumular microrganismos (patogênicos ou não) em seu trato digestório. Essa característica faz com que estas, sejam consideradas organismos bioindicadores, visto que podem representar a qualidade microbiológica do meio aquático onde são cultivadas ou mantidas. As ostras também podem se tornar possíveis veículos de patógenos ao homem, problema potencializado quando são consumidas in natura ou apenas levemente cozidas. O presente trabalho teve por objetivo avaliar a qualidade microbiológica de ostras Crassostrea sp. produzidas em cultivos comerciais e comercializadas na região da baía de Guaratuba, litoral do estado do Paraná. O monitoramento foi realizado em quatro empreendimentos durante o período de janeiro a maio de 2014. Foram realizadas análises microbiológicas mensais de amostras obtidas de cada cultivo. Cada amostra era constituída por 12 ostras, as quais foram submetidas a limpeza externa; abertura das conchas, com auxílio de facas esterilizadas; e subsequente coleta do material interno, composto por líquido intervalvar e carne. As amostras eram então separadas em alíquotas de 25 gramas, maceradas, diluídas (com água peptonada salina e água peptonada tamponada) e homogeneizadas antes da inoculação nos meios de cultura. Mensalmente, foram realizadas análises para contagem de Coliformes totais, Staphylococcus aureus, Escherichia coli e avaliação de ausência/presença de Salmonella sp. Os resultados indicaram que a qualidade microbiológica das ostras analisadas encontrava-se dentro dos padrões previstos pela legislação vigente no Brasil para E. coli, S. aureus e Salmonella sp. Para Coliformes totais, por sua vez, ocorreu uma expressiva variação na contagem, sendo constatado valores mais elevados durante os meses de janeiro e março, coincidindo com o aumento do número de turistas no litoral do Paraná. No Brasil não existe regulamentação para os valores máximos permitidos em relação a Coliformes totais, no entanto, ao consultar regulamentações internacionais é possível concluir que valores mais elevados de Coliformes podem interferir na qualidade da ostra que será consumida.