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Título
AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE DE PREDÇÃO DO MODELO INRAPORC PARA A DEPOSIÇÃO LIPÍDICA E PROTEICA EM CARCAÇA DE SUÍNOS ABATIDOS ACIMA DE 100 KG
Aluno: Marcos Novaki - PIBIC-AF/FA - Curso de Zootecnia (MT) - Orientador: Marson Bruck Warpechowski - Departamento de Zootecnia - Área de conhecimento: 50403001 - Palavras-chave: suínos pesados; espessura de toucinho; profundidade de músculo - Colaborador: Lucélia Hauptli, Emanuella Aparecida Pierozan, Sebastião Ferreira Magagnin.
O InraPorc® apresenta-se como uma ferramenta de modelagem matemática de auxílio para nutrição de suínos em crescimento e porcas. Neste estudo, o objetivo foi comparar a espessura de toucinho e a porcentagem de carne magra predita pelo InraPorc®, com a espessura de toucinho e profundidade de lombo em suínos entre 100 e 150 kg. Utilizou-se 22 animais, machos e fêmeas, distribuídos em 8 baias, com manejo alimentar à vontade e restrito. Destes animais, 8 foram abatidos com média de 100kg, e 14 com média de 150kg. As mensurações de espessura de toucinho (ET) e profundidade de músculo (PM) foram realizadas durante a pesagem semanal dos animais e as medidas foram coletadas com o auxílio de ultrassom portátil de diagnóstico por scanner, apenas em uma região, localizado a 6,5 cm da última costela na direção caudal e a 6,5 cm abaixo da linha dorso-lombar. O resultado dos dados coletados mostrou que para animais abatidos com 100 kg o aumento de ET a cada semana foi de média 0,23 mm com o manejo alimentar à vontade, e de 0,18 mm para manejo alimentar restrito. Para animais abatidos com 150 kg, o ganho médio semanal de ET foi de 1,05 mm para manejo alimentar à vontade, e para manejo alimentar restrito, machos tiveram ganhos médios semanais de ET de 0,76 mm e fêmeas apresentaram média de 0,63 mm. Para os animais abatidos com 100 kg, o ganho semanal de PM foi de 0,73 mm para as fêmeas de consumo alimentar à vontade, 0,11 mm a mais do que o valor médio dos machos. Porém para o manejo restrito, a média de aumento de PM por semana foi de 0,47 mm, não tendo diferença numérica entre os sexos. No entanto, os animais abatidos com 150 kg, com consumo à vontade mostraram ganho médio semanal de PM de 1,12 mm, sem diferença numérica entre os sexos, e para consumo restrito, as fêmeas apresentaram valores maiores de crescimento de PM (0,77 mm vs. 0,51 mm para machos). De acordo com os dados de campo observados, o manejo alimentar influencia o crescimento da ET e da PM, sendo que o manejo restrito diminuiu o ganho semanal de gordura e de PM, e aos 150 kg as fêmeas restritas depositaram menos gordura e mostraram maiores médias de crescimento de PM que machos. Estes dados serão comparados aos resultados preditos pelo InraPorc® na fase final do projeto.