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Título
AVALIAÇÃO DE DIFERENTES FONTES DE FIBRAS PARA CÃES SOBRE A PALATABILIDADE DAS DIETAS E PRODUÇÃO DE GÁS INTESTINAL EM CÃES
Aluno: Francielle de Oliveira Marx - PIBIC/CNPq - Curso de Zootecnia (MT) - Orientador: Simone Gisele de Oliveira - Departamento de Zootecnia - Área de conhecimento: 50403028 - Palavras-chave: casca de soja; gás intestinal; palatabilidade - Coorientador: Ananda Portella Félix - Colaborador: Tabyta Tamara Sabchuk, Fernanda Lowndes.
O objetivo do estudo foi avaliar a palatabilidade e produção de gás intestinal (GI) de cães alimentados com dietas contendo fontes de fibras. Foram realizados dois experimentos. No primeiro experimento, foi realizado o ensaio de palatabilidade utilizando 20 cães adultos, sendo oito da raça Beagle e quatro animais das raças Labrador, Basset Hound e Husky Siberiano. A palatabilidade foi determinada por meio da mensuração da preferência alimentar e primeira escolha entre as rações ofertadas aos cães e mensurada comparando-se as dietas em pares, resultando em cinco testes: dieta referência (DR) x 4% de casca de soja (CS); DR vs 16%CS; DR vs cana-de-acúcar; DR vs polpa de beterraba; DR vs celulose. No segundo experimento foi mensurada a produção de GI de 12 cães, inteiramente ao acaso, alimentados com dietas com ou sem 16% de CS. Todos os animais receberam por sete dias a DR. No oitavo dia, os animais foram radiografados, na posição latero-lateral esquerda. Após a radiografia, os animais foram divididos em dois grupos de seis cães, um grupo recebeu a DR e outro a dieta 16%CS por sete dias, no oitavo dia foram radiografados novamente, para comparação da diferença entre a área de gás no mesmo animal consumindo a dieta referência e depois a dieta teste. O escore de gás intestinal foi avaliado por meio de pontuação segundo a concentração de gás nos intestinos, sendo: 1, pouco; 2, moderado e 3, muito gás. A inclusão de fontes de fibras não alterou a palatabilidade das dietas. Foi observado maior diferença da área de GI dos animais que receberam no segundo período a dieta com 16% de CS, mas sem comprometer o conforto dos animais, uma vez que durante o período de estudo nenhum cão apresentou sinais clínicos devido a maior produção de gás intestinal. Desta forma, a CS apresentou resultados semelhantes às fontes de fibras comumente utilizadas, podendo ser adicionada em dietas para cães.