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Título
INVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA SOBRE DIOCTOPHYMA RENALE NA POPULAÇÃO CANINA ATENDIDA PELA UNIDADE MÓVEL DE EDUCAÇÃO E ESTERILIZAÇÃO EM SAÚDE (UMEES)
Aluno: Feliphe Boaventura - PIBIC/Fundação Araucária - Curso de Zootecnia (MT) - Orientador: Márcia Shimada - Departamento de Zootecnia - Área de conhecimento: 21300003 - Palavras-chave: helminto; nematoda; cão.
Este projeto tem por objetivo realizar uma investigação epidemiológica de Dioctophyma renale Goeze 1782 na população canina do município de Pinhais atendida pela Unidade Móvel de Educação e Esterilização em Saúde (UMEES) da Universidade Federal do Paraná. Os cães domésticos são os animais de companhia que convivem mais próximos do ser humano. Esta relação tem crescido ao longo dos últimos anos e, juntamente, o risco dos humanos de adquirir patógenos considerados potencialmente zoonóticos; na descrição literária há presença desse helminto na pele e rins de humanos ocasionando cólicas e hematúria (VIBE, 1985). No trabalho, foram analisadas 39 amostras de urina de cães coletadas via cistocentese. As amostras foram analisadas para observação dos ovos de Dioctophyma renale pelo exame de urina. Neste exame foi coletado 10 ml de urina de cada animal, as amostras foram centrifugadas a 400xg por 10 minutos e o sobrenadante descartado, realizou-se a análise de todo sedimento em lamina e lamínula em microscópio óptico. O levantamento tem o intuito de determinar a frequência de parasitos presentes na população alvo e em conjunto um questionário está sendo aplicado aos proprietários para realizar, posteriormente uma análise epidemiológica. Até o momento as amostras foram negativas para D. renale, mas ainda será realizado um correlação sobre as informações dos questionários e o resultado como a dos animais, localização das residências dos proprietários (distante ou próximo de rios, lagoas), hábitos alimentares e a sanidade realizada nesses animais como vermifugação e vacinação. Desta forma, será possível justificar os resultados que serão apresentados no trabalho. O ciclo de vida do D. renale é bastante complexo envolvendo hospedeiros intermediários e há necessidade do hospedeiro definitivo como os cães e os humanos ingerirem as formas infectantes presentes no tecido daqueles animais como os peixes e anfíbios (rãs e sapos). Já nos humanos a principal lesão causada é a forma subcutânea pelas larvas do parasito. A importância está no fato de que estes animais estão em constante contato com os humanos e, conhecendo os parasitos prevalentes na região e os fatores de risco, será possível atuar na educação sanitária e profilaxia juntamente aos proprietários.