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Título
FREQUÊNCIA ALÉLICA DAS MUTAÇÕES VAL1016ILE E PHE1534CYS EM POPULAÇÕES DE AEDES AEGYPTI
Aluno: Anyelly Marrye Luvizott - PIBIC/UFPR-TN - Curso de Ciências Biológicas (M) - Orientador: Mario Antonio Navarro da Silva - Departamento de Zoologia - Área de conhecimento: 20406002 - Palavras-chave: resistência knockdown; piretróides; aedes aegypti - Colaborador: Ana Claudia Mazza Ronchi, Thalita Bastida Vieira, Monique da Luz Ferreira.
Aedes (Stegomya) aegypti (Diptera: Culicidae) proveniente da África, com ocorrências em regiões tropicais e subtropicais é considerado o principal vetor do vírus da dengue no Hemisfério Ocidental. Para evitar a transmissão do vírus é realizado um controle de vetores que depende da aplicação de inseticidas, sendo estas organofosforados, carbamatos e piretróides. No Brasil, a classe de inseticidas para o controle de adultos são os piretróides, que atuam no sistema nervoso do inseto, onde alteram a função normal do canal de sódio voltagem dependente que leva a impulsos repetitivos em resposta a um único estímulo, causando a exaustão e morte. A resistência aos piretróides é conhecida como efeito "knockdown resistance" (KDR), esta ocorre devido a uma alteração na afinidade do inseticida e seu sítio-alvo no canal sódio voltagem dependente causado por substituições nos nucleotídeos que codificam as proteínas do canal. Este trabalho tem como objetivo analisar a frequência das mutações Val1016Ile e Phe1534Cys relacionadas com a resistência a piretróides em duas populações de Aedes aegypti naturais do Paraná, sendo elas Paranavaí (latitude 23° 04' 23''; longitude 52° 27' 55'') e São Carlos do Ivaí (latitude 23° 18' 55''; longitude 52° 28' 33''). Foram coletados ovos do vetor através de armadilhas de oviposição consistidas por palhetas onde ficam aderidos, e enviados pela Secretaria Estadual de Saúde à UFPR para análise da resistência. No laboratório as palhetas foram submersas por 48 horas em copos plástico de 700ml contendo água desclorada e ração para gatos triturada, ficando sob condições controladas de temperatura e fotoperíodo para induzir a eclosão. No estágio adulto eles foram triados em Aedes aegypti e Aedes albopictus, armazenados e individualizados por sexo e espécie em tubos de 1,5ml em etanol absoluto e mantidos em freezer -20°C. Para extração de DNA foi utilizado protocolo modificado de Cheung et al. 1993, sendo utilizado apenas indivíduos machos da espécie Aedes aegypti. Para avaliar a presença da mutação Vall1016Ile foi realizada a PCR alelo específica e para a leitura dos alelos amplificados a eletroforese em gel de poliacrilamida. Esse procedimento foi realizado em oito indivíduos, sendo quatro de cada município indicado. Os resultados apontam que os oito indivíduos são heterozigotos para a mutação KDR. Após o número de indivíduos analisados e persistindo esta tendência de resultados será possível indicar o estágio inicial de resistência ao inseticida piretróide nas populações avaliadas.