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Título
UMA NOVA ESPÉCIE DE GYPONA GERMAR, 1821 (HEMIPTERA: CICADELLIDAE: IASSINAE: GYPONINI) PARA O BRASIL

Aluno: Alexandre Cruz Domahovski - PIBIC/CNPq - Curso de Ciências Biológicas (N) - Orientador: Rodney Ramiro Cavichioli - Departamento de Zoologia - Área de conhecimento: 20405006 - Palavras-chave: região neotropical; taxonomia; chave.

Gypona é o maior gênero de Gyponini com cerca de 300 espécies e apresenta seis subgêneros: Elevanosa DeLong (1977), Gypona Germar (1821), Marganalana Metcalf (1949), Obtusana DeLong & Freytag (1964), Paragypona DeLong & Freytag (1964) e Urana Coelho & Nessimian (1991). DeLong & Freytag (1964) revisaram o gênero e suas 146 espécies, as quais foram incluídas em quatro subgêneros. Após 1964, 154 novas espécies e dois novos subgêneros foram descritos. O subgênero Carnoseta DeLong (1981) foi elevado ao estado de gênero por Freytag (1987). Gypona foi caracterizado por DeLong (1964) com os seguintes aspectos: 1) Coroa, em vista lateral, com margem anterior subfoliácea ou arredondada com várias estrias transversais; 2) Asa anterior com venação não reticulada e apêndice bem desenvolvido; 3) Coloração geralmente verde, laranja, marrom ou preta, às vezes com padrões de máculas; 4) Placas subgenitais, geralmente largas no ápice; 5) Pigóforo simples ou bífido no ápice; 6) Edeago sem processos atriais e haste do edeago com ou sem processos terminais. Baseado em sete espécimes machos e duas fêmeas, coletados em São José dos Pinhais (25°36'18"S, 49°11'37"W), Paraná, Brasil, uma nova espécie é descrita e ilustrada e uma chave para os seis subgêneros é fornecida. Gypona sp. nov. se enquadra no subgênero Marganalana e pode ser reconhecida pela seguinte combinação de caracteres: 1) Coloração geral amarela, com metade interna das asas anteriores marrons; 2) Pigóforo dos machos curto, uma vez e meia mais longo do que largo; ápice truncado; 3) Placas subgenitais com ápice alargado; 4) Conectivo com o ápice da haste voltado anteriormente; 5) Estilos, em vista lateral, em forma de L, alargados subapicalmente e ápice afilado, voltado dorsalmente; 6) Edeago delgado e muito longo, curvado dorsalmente, com um par de processos laterais, tão longos e finos como a haste do edeago; 7) Sétimo esternito da fêmea, mais largo do que longo, margem posterior com um leve reentrância mediana e ângulos laterais arredondados; 8) Primeira valva do ovipositor com ápice levemente unciforme, margem dorsal retilínea e margem ventral com um leve abaulado no terço apical; 9) Segunda valva do ovipositor de forma lanceolada, com dentículos presentes no terço dorso-apical. Gypona sp. nova é semelhante a Gypona (M.) acuminata DeLong & Freitag (1964), que também apresenta o edeago com processos longos e estreitos partindo de cada lado do eixo perto da base, porém muito mais longos que o eixo.