1280
Título
REABILITAÇÃO DE ADULTOS SEQUELADOS POR AVC- DOR NO OMBRO
Aluno: Keila Ferreira - IC-Voluntária - Curso de Terapia Ocupacional (MT) - Orientador: Renato Nickel - Departamento de Terapia Ocupacional - Área de conhecimento: 40800008 - Palavras-chave: acidente vascular; dor no ombro; terapia ocupacional.
A dor no ombro é uma das principais queixas de pacientes sequelados por Acidente Vascular Cerebral (AVC). Este projeto de IC tem por objetivo apresentar dados de um estudo descritivo longitudinal que buscou acompanhar pacientes sequelados por AVC que frequentam o ambulatório de doenças cerebrovasculares do Hospital de Clinicas da Universidade Federal do Paraná (HC-UFPR), onde um dos pontos de interesse foi a dor no ombro. O estudo durou um ano e oito meses, e levantou informações acerca da independência funcional (MIF), dor (local e intensidade - EVAD), funcionalidade do MS e problemas de desempenho ocupacional (Questionário semiestruturado - CIF). Como resultados, foram avaliados 82 pacientes, sendo que 60 satisfizeram os critérios de inclusão e exclusão. Destes, 58,3% eram do sexo masculino, 96,7% apresentavam sequelas de AVCi, 98,3% com hemiparesia a direita, média de idade de 48,68 (±11,38) e a média de tempo de AVC de 3,88 meses (± 3,82). A média MIF dos pacientes foi de 104,97 (± 21,20), onde 30 deles utilizava a mão normalmente, 4 como auxiliar, 5 conseguiam posicionar se grandes dificuldades, 12 só movimentavam com padrões compensatórios e 9 não tinham qualquer movimento. Os principais problemas de desempenho estavam ligados ao trabalho (d850) e a mobilidade (d4). Vinte e quatro pacientes tinham queixas de dor, sendo que 20 tinham dor no ombro, a qual teve início no primeiro mês após o AVC e, a média da EVAD foi de 2,35 (± 3,24). Foi encontrada uma correlação de 0,405 (Pearson) entre EVAD e Função do membro superior, e uma correlação de -,464 (Sperman´s rho) entre EVAD e MIF. Os achados do estudo estão de acordo com os dados levantados na literatura e a conclusão é de que a presença da dor no ombro no paciente sequelado por AVC pode dificultar o uso no membro superior lesado e da independência nas atividades do dia a dia.