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Título
ESTUDO DO DESEMPENHO OCUPACIONAL DE PACIENTES COM SEQUELAS DE LESÃO DE PLEXO BRAQUIAL

Aluno: Isabela Vinharski Schedt - PIBIC/UFPR-TN - Curso de Terapia Ocupacional (MT) - Orientador: Angela Paula Simonelli - Departamento de Terapia Ocupacional - Área de conhecimento: 40800008 - Palavras-chave: lesão de plexo braquial; terapia ocupacional; desempenho ocupacional.

A lesão de plexo braquial ocorre quando há trauma de alta energia em decorrência de tração aplicada ao ombro, interferindo na sensibilidade e motricidade do membro. Como consequência, pode prejudicar o engajamento em atividades que eram comuns ao cotidiano do sujeito, como o trabalho, podendo se caracterizar como um problema socioeconômico. Essa pesquisa tem como objetivo verificar a autopercepção de indivíduos com sequelas de lesão de plexo braquial em relação ao seu desempenho ocupacional, e também avaliar o quadro sintomatológico referente a lesão, como sensibilidade e força. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, aprovada pelo Comitê de Ética do Hospital do Trabalhador, desenvolvida no ambulatório de Terapia Ocupacional do mesmo hospital entre 15/11/2012 a 20/07/2013. A amostra foi composta por 10 pacientes diagnosticados com lesão de plexo braquial em diferentes níveis. Utilizou-se entrevista semi-estruturada para o levantamento de dados sócio demográficos, referentes a autopercepção do desempenho ocupacional em atividades de autocuidado, trabalho e lazer; assim como avaliação de sensibilidade utilizando monofilamentos, e de força muscular. Verificou-se que 100% (10) da amostra sofreu trauma por acidente motociclístico, sendo 10% (1) do sexo feminino e 90% (9) do sexo masculino. Destes, 100% (10) estão na faixa etária economicamente ativa (20 anos a 45 anos). Quanto ao tempo de lesão 30% (3) foram acometido há mais de um ano e meio 70% (7) há menos de um ano e meio. Em relação ao trabalho, retornaram ao mercado, 50% (5) pessoas, sendo que quatro retornaram a mesma função e um foi colocado em função diferente, 10% (1) participa do programa de reabilitação profissional do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), 20% (2) estão afastados e recebendo benefício do INSS e 20% (2) não retornaram. As atividades de autocuidado de manipulação de talheres e amarração de cadarços foram elencadas como as maiores dificuldades de desempenho, e as de lazer foram consideradas irrelevantes. O processo de reabilitação nesses casos pode ser longo, sendo que dos sujeitos que retornaram ao trabalho, 3 acidentaram-se há mais de um ano e meio. Além disso, 2 sujeitos retornaram sem concluir a reabilitação profissional, pois são autônomos e não possuem vínculo empregatício para receber o beneficio previdenciário. Frente ao exposto, a atuação do terapeuta ocupacional é relevante para a recuperação das habilidades prejudicadas, contribuindo para a melhora do desempenho nas atividades cotidianas relacionadas ao autocuidado e trabalho.