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Título
DESENVOLVIMENTO DE PROCESSO FERMENTATIVO DE EXTRAÇÃO DE QUITINA A PARTIR DE CARAPAÇA DE CAMARÃO

Aluno: Andressa Caroline Neves - IC-Voluntária - Curso de Tecnologia em Biotecnologia - Palotina (N) - Orientador: Mabel Karina Arantes Alves - Departamento de Tecnologia em Biotecnologia - Área de conhecimento: 30601010 - Palavras-chave: quitina; fermentação; quitosana - Colaborador: Eduardo L. C. Ballester.

A necessidade de desenvolvimento de processos que sejam capazes de transformar resíduos em produtos de alto valor agregado tem motivado atividades de pesquisa das mais diversas áreas da ciência, o que contribui fortemente para a sustentabilidade das atividades. Este é o caso da utilização de resíduos da carcinicultura da região oeste do Paraná, as carapaças de camarão, onde o descarte em lixões e aterros com suas contaminações ambientais inerentes dá lugar à obtenção de um biopolímero de alto valor comercial, a quitosana que apresenta diversas possibilidades de aplicação como por exemplo na liberação controlada de fármacos, formulação de cosméticos, tratamento de efluentes, suportes catalíticos, formação de biofilmes, dentre outros. Resíduos de camarão, que constituem cerca de 40% da massa total tem em sua composição um biopolímero semelhante à celulose, a quitina (cerca de 20%) associado a proteínas (25-40%), sais inorgânicos (40-55%) e pigmentos carotenóides (cerca de 15%). A obtenção de quitosana a partir deste resíduo envolve os processos químicos de desmineralização e desproteinação da carapaça utilizando ácidos e bases fortes a fim de isolar quitina, precursor da quitosana na reação de desacetilação que remove grupos acetamido da estrutura do polímero transformando-os em grupos amina. O presente trabalho visa o desenvolvimento de um bioprocesso de extração de quitina da carapaça de camarão em substituição aos tratamentos químicos. Trata-se da fermentação do resíduo com bactérias láticas onde a desmineralização deve ocorrer devido à produção de ácido lático próprio do metabolismo bacteriano enquanto a desproteinação resulta da ação de enzimas bacterianas. Fermentações de carapaças de camarão trituradas foram conduzidas utilizando Lactobacillus plantarum em meio MRS, cujo cultivo sem a presença do resíduo foi previamente caracterizado em termos de produção de ácido lático, pH, densidade óptica e contagem de colônias (UFC/mL). Após esta etapa diversos ensaios de fermentação do resíduo foram realizados monitorando-se ao longo do tempo de cultivo o pH, acidez titulável e contagem de colônias, bem como o teor de minerais (por incineração a 700°C)e de proteínas (por método de Biureto e KJeldahl). Resultados obtidos até o momento demostram o caráter promissor do bioprocesso que está sendo desenvolvido em substituição ao processo químico normalmente utilizado.