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Título
POTENCIAL DE PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA A PARTIR DA BIOMASSA RESIDUAL DA PRODUÇÃO DE GRÃOS DE SOJA

Aluno: Luciano Antunes da Rooza - PIBIC/Fundação Araucária - Curso de Agronomia (MT) - Orientador: Volnei Pauletti - Departamento de Solos e Engenharia Agrícola - Área de conhecimento: 50101005 - Palavras-chave: biomassa; soja; bioenergia - Coorientador: Leticia de Pierri - Colaborador: Cesar Augusto Schmid Saudade, Gabriel Demetrios Ternoski.

A demanda e a busca mundial de fontes renováveis de energia são crescentes, sendo a biomassa uma das formas mais utilizadas principalmente de maneira direta (calor). Uma das biomassas que apresentam grande potencial de uso para geração de energia é a residual da produção de grãos. O Paraná é um dos principais produtores de grãos do país, em especial a soja, gerando uma quantidade expressiva de biomassa residual. Esta biomassa pode ser utilizada para geração de energia para a própria propriedade ou ser uma fonte de renda. Práticas de manejo e adubação alteram as características químicas, físicas e biológicas do solo e, conseqüentemente, a produção, tanto de grãos quanto de biomassa das espécies agrícolas. O objetivo deste projeto é determinar o potencial de geração de energia da biomassa residual da soja em função de métodos de preparo do solo e níveis de adubação. O experimento foi implantado em 1989 em Ponta Grossa - PR, utilizando delineamento de blocos ao acaso com três repetições. Os tratamentos consistem de quatro métodos de preparo do solo (plantio convencional - PC; preparo mínimo -PM, plantio direto - PD; e plantio direto com uma escarificação a cada três anos (PDE), combinados com, dois níveis de adubação (normal e reduzida), sob um sistema de rotação de culturas. Na safra 2012/2013 avaliou-se a produção de grãos, biomassa residual total, composição química e poder calorífico superior (PCS) da soja. A soja sofreu alteração de produção de grãos e biomassa residual, somente através dos diferentes níveis de adubação. A concentração de Mg, K, Si e Al, na biomassa residual foram superiores na adubação reduzida ocasionada pela menor produção de massa seca neste tratamento. A soja apresentou poder calorífico superior médio de 18,2 MJ kg-1, que não foi influenciado pelos métodos de preparo do solo e pelos níveis de adubação.