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Título
ESTOQUE DE CARBONO ORGÂNICO EM LATOSSOLO VERMELHO SOB SISTEMAS DE PREPARO DO SOLO

Aluno: Julia Gonçalves Dias Fonseca Ferreira - PIBIC/CNPq - Curso de Agronomia (MT) - Orientador: Jeferson Dieckow - Departamento de Solos e Engenharia Agrícola - Área de conhecimento: 50101064 - Palavras-chave: matéria orgânica; plantio direto; sequestro de carbono - Colaborador: Reinaldo Carlos Brevilieri.

Mudanças climáticas vem sendo causadas pelo aumento na concentração do gases do efeito estufa (GEE), que não eram observadas nos últimos 800 mil anos, sendo o CO2 responsável por um incremento de 40% a partir do período pré-industrial. O uso da terra, ao mesmo tempo que pode gerar grandes quantidades de GEE, é capaz de auxiliar significativamente na redução desses gases na atmosfera, revelando assim a importância do setor agropecuário na regulação das mudanças climáticas. O plantio direto, aplicado no Brasil desde o inicio dos anos 70, foi visto como um meio de gerenciar o solo, além de promover a mitigação de GEE. Dessa forma o objetivo desse trabalho é determinar o estoque de carbono submetido a diferentes sistemas de preparo do solo. O experimento foi conduzido na Estação Experimental da Fundação ABC para Pesquisa e Divulgação Técnica Agropecuária, localizada no município de Ponta Grossa - PR. A implantação da área experimental ocorreu no ano de 1989, onde foram realizados os seguintes sistemas de preparo do solo: preparo convencional, preparo mínimo, plantio direto escarificado e plantio direto. As amostras para a determinação da concentração de Carbono Orgânico Total (COT) e Nitrogênio Total foram coletadas nos dias de 1° de maio de 2013, em dois pontos por parcela, nas camadas de 0-5, 5-10, 10-20, 20-30, 30-45, 45-60, 60-80 e 80-100 cm, totalizando 18 amostragens. O teor de COT em PD foi maior em relação ao obtido em PC na camada de 0-5 cm, com os valores de 27,71 e 42,17 g kg-1, diferença essa que apresentou uma queda gradativa ao longo do perfil do solo, sendo que dos 60 aos 100 cm de profundidade foi praticamente nula, evidenciando a exposição da matéria orgânica ocasionada pela ruptura de agregados, característica do preparo convencional. Quanto ao sequestro de carbono pelo solo, os sistemas de plantio direto e plantio direto escarificado tiveram o maior desempenho ao longo do perfil analisado, apresentando os estoques de carbono de 181,9 e 182,3 Mg ha-1, respectivamente, contra 169,4 Mg ha-1 do preparo mínimo, devido à agregação proporcionada pelos sistemas conservacionistas, atuando como uma barreira física, dificultando o acesso dos microrganismos à matéria orgânica. Para o sistema de preparo mínimo, obteve-se uma taxa de sequestro de carbono de 0,187 Mg ha-1 ano-1 revelando a baixa capacidade do sistema de captar e estocar carbono, tendo como base o preparo convencional, uma vez que o plantio direto apresentou uma taxa de 0,721 Mg ha-1 ano-1. Sendo assim, o solo sob sistemas conservacionistas apresentam os maiores estoques de carbono.