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Título
POTENCIAL DE GERAÇÃO DE ENERGIA DA BIOMASSA RESIDUAL DO TRIGO, SOB DIFERENTES DOSES DE NITROGÊNIO
Aluno: João Paulo Kruger Reznick - IC-Voluntária - Curso de Agronomia (MT) - Orientador: Volnei Pauletti - Departamento de Solos e Engenharia Agrícola - Área de conhecimento: 50101005 - Palavras-chave: adubação nitrogenada; bioenergia; poder calorífico - Colaborador: Pergentino Luiz de Bortoli Neto, Thiago Ranzan.
O trigo (Triticum aestivum L.) é pertence à família poaceae e está entre as espécies mais cultivadas no mundo, representando aproximadamente 30% da produção mundial de grãos. O Brasil é um grande produtor agrícola e de trigo, gerando expressiva biomassa como subproduto da colheita e processamento de produtos agropecuários. A biomassa residual da agricultura, como a do trigo, apresenta grande potencial como insumo energético. A biomassa vegetal é uma das principais fontes sustentáveis de energia utilizada a séculos, podendo ser na forma direta (calor) e indireta (elétrica), contribuindo mundialmente com 10-14% do suprimento de energia. O objetivo deste trabalho foi determinar a influência da adubação nitrogenada no potencial de geração de energia da biomassa residual do trigo. O experimento foi conduzido em campo na estação experimental da Fundação ABC no município de Ponta Grossa - PR, no ano 2011. Os tratamentos consistiram da combinação de três cultivares de trigo (Supera, Mirante e Quartzo) com cinco doses de nitrogênio (N) (0, 40, 80, 120 e 160 kg ha-1), distribuídos em blocos ao acaso com três repetições. Foram determinados a produtividade de grãos, biomassa seca sem grãos, índice de colheita, poder calorífico e potencial de geração de energia. A produtividade de grãos não foi afetada pelas diferentes cultivares e doses de N, com média de 3165 kg ha-1. Já a produção de biomassa da cultivar Supera apresentou produtividade 13,6 e 26,2 % superior às cultivares Mirante e Quartzo, respectivamente. O aumento das doses de N aumentou a produtividade de biomassa com uma dose de máxima eficiência técnica de 94 kg ha-1. A cultivar Mirante apresentou o maior poder calorífico, porém a cultivar Supera apresentou maior potencial de geração de energia devido ao maior acúmulo de biomassa residual. A dose de N que proporcionou o maior poder calorífico e potencial energético da biomassa do trigo foi de 82 kg ha-1.