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Título
IMPACTO DA TERAPIA COMUNITÁRIA INTEGRATIVA NA SAÚDE BIOPSICOSSOCIAL DE MULHERES ATENDIDAS PELO CRAS - CENTRO REDENTORISTA DE AÇÃO SOCIAL DA IGREJA PERPÉTUO SOCORRO DE CURITIBA-PR

Aluno: Letícia de Fátima Macohin - PIBIC/UFPR-TN - Curso de Biomedicina (MT) - Orientador: Milene Zanoni da Silva Vosgerau - Departamento de Saúde Comunitária - Área de conhecimento: 40602001 - Palavras-chave: terapia comunitária; saúde coletiva; práticas alternativas - Colaborador: Dione Lorena Tinti, Taísa Adamowicz, Sandriane Aparecida Kalamar Martins.

A terapia comunitária integrativa (TCI) é uma prática integrativa e complementar do SUS desde 2008, ela foi criada no Brasil pelo professor da Universidade Federal do Ceará Adalberto de Paula Barreto. A TCI propicia experiências de autoconhecimento, alivia sofrimentos emocionais e busca aumentar a resiliência dos participantes. O diferencial da terapia é o desenvolvimento em grupo e o firmamento de laços sociais. O objetivo do presente estudo foi analisar o impacto psicoemocional da TCI em familiares de crianças com problemas pedagógicos atendidas no CRAS, Centro Redentorista de Assistência Social vinculado a Igreja do Perpétuo Socorro, Curitiba, Paraná. A metodologia foi realizada em três partes: formulário; escala de faces e diário de campo. O formulário foi composto dos seguintes tópicos: Dados sociodemográficos incluindo critério de classificação econômica Brasil (ABEP); escala de satisfação com a vida feita através do instrumento Satisfaction with life scale (SWLS) elaborado por Diener; escala de ansiedade de BECK adaptada para a população brasileira; dor crônica; condição de saúde e uso de serviços de saúde. A escala de faces foi realizada pela escala likert (muito infeliz- muito feliz). O diário de campo foi feito a partir das anotações referentes às rodas e dos relatos dos participantes. A amostra dos formulários foi composta por 16 participantes, a maioria possui 36 anos ou mais, possui companheiro, é da raça branca e possui escolaridade (primeiro grau completo até superior completo). Metade trabalha e se encontra na classe C. Quanto as condições de saúde, mais da metade das participantes considerou sua saúde excelente ou boa, relatou não ter diabetes ou depressão e não tem plano de saúde. A porcentagem de mulheres com dor drônica foi de 37,5% variando a intensidade de moderada a forte. Mais da metade da amostra mostrou ter ansiedade moderada a grave, a mesma porcentagem foi classificada como satisfeitos com a vida (extremamente ou muito satisfeito). Foram realizadas 18 rodas de terapia, em 16 houve melhora do estado emocional dos participantes: o valor médio atribuído ao estado emocional antes das rodas foi de 3,76 (dp=0,96) e no final 4,57 (dp=0,62) (p<0,0001), acentuando os efeitos benéficos da TCI. Já comparando o estado emocional, depois das rodas, das pessoas que mais participaram (9 rodas ou mais) com as que menos participaram ( até 8 rodas) foi visto que não houve diferença significativa entre esses grupos, ou seja, participar das rodas foi benéfico para todos os usuários, independente da quantidade de rodas frequentadas.