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Título
SAÚDE, AMBIENTE E COMUNIDADE
Aluno: Kamila Perbiche dos Santos - PIBIC/UFPR-TN - Curso de Farmácia (MT) - Orientador: Eliane Carneiro Gomes - Departamento de Saúde Comunitária - Área de conhecimento: 40400000 - Palavras-chave: saúde ambiental; comunidade; coleta de dados.
Nos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, a relação saúde x ambiente, ainda se mostra com múltiplas possibilidades de atuação dentro da saúde ambiental, principalmente na identificação de situações e fatores de risco associados. A partir desse contexto, durante o ano letivo de 2013 e de 2014 foi desenvolvido um projeto na comunidade sobre saúde e meio ambiente com a colaboração do grupo pet-Saúde, de alunos do Curso de Farmácia da Universidade Federal do Paraná, do 5º período, em conjunto conosco. Objetivou-se coletar dados sobre as condições de vida, inclusive aspectos de saneamento ambiental de microáreas da Unidade Municipal de Saúde (US) Lotiguaçu- Uberaba (301 e 302) e US Solitude- Solitude (20). Os dados foram obtidos por meio de formulários com questionamentos aplicados aos moradores, por meio de visitas domiciliares. As moradias foram selecionadas pelo método de estimativa rápida. A entrevista com os moradores foi registrada na forma de tabelas e gráficos caracterizando desde o perfil socioeconômico das famílias até questões ligadas a saúde e intervenções feitas pela prefeitura na própria comunidade. A partir dos resultados foi possível identificar a realidade vivida por essas famílias. Na presente pesquisa, cerca de 7% das pessoas possuíam ensino superior completo. Sendo que mais da metade dos entrevistados não tinham uma renda familiar que ultrapassasse R$ 2.800,00. Quanto ao aspecto saneamento, o problema em relação à água enfrentado pela comunidade é a falta da mesma, porém aproximadamente 35% dos moradores diz não reutilizar a água de lavagens para outras atividades. O uso racional da água parece ser uma das saídas para combater a escassez do produto. Nas microáreas pesquisadas 100% dos entrevistados relataram ter abastecimento de água pela empresa concessionária estadual. Com relação a coleta de lixo não reciclável ocorre pelo menos 3 vezes por semana ou mais, há coleta de lixo reciclável que ocorre 2 vezes por semana. Com relação a artrópodes e roedores, apesar da existência do programa de desinsetização e desratização municipal, uma parcela significativa da população ainda não o conhece, assim não o utiliza. As doenças prevalentes nas micro-áreas foram hipertensão e diabetes, seguido por asma/bronquite e depressão. Por sorte, a maioria dos pacientes realizava tratamento, cerca de 85 % destes, tal fato pode também ser atribuído por esta UMS ser com Estratégia Saúde da Família, o que aproxima a comunidade do serviço por meio também das visitas domiciliares.