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Título
EMPREGO DE GOMA ARÁBICA NA SÍNTESE DE NANOPARTÍCULAS DE OURO

Aluno: Paulo Rogerio Abrão Mileo Junior - IC-Voluntária - Curso de Química (MT) - Orientador: Izabel Cristina Riegel Vidotti Miyata - Departamento de Química - Área de conhecimento: 10603000 - Palavras-chave: nanopartículas de ouro; goma arábica; cinética - Coorientador: Elisa Souza Orth - Colaborador: Heloise Ribeiro de Barros.

O estudo e desenvolvimento de nanomateriais é de grande interesse devido às propriedades químicas e físicas muito diferenciadas em relação ao material em seu estado bulk. Entre eles, as nanopartículas de ouro (AuNPs) merecem destaque por serem muito exploradas na área biomédica, onde sua estabilidade é essencial para o uso seguro. Devido ao pequeno tamanho associado à elevada energia superficial, as nanopartículas apresentam a tendência de formar agregados em solução. Portanto, como há forte dependência entre o tamanho, distribuição de tamanho e morfologia das AuNPs com as suas propriedades, é necessário o uso de agentes estabilizantes que garantam a manutenção de tais propriedades. Um dos modos de estabilização mais utilizados e eficientes é feito pela adsorção de polímeros, polieletrólitos e biomoléculas na superfície da nanopartículas. O uso de materiais poliméricos como agentes de estabilização é feito há muito tempo. A goma arábica (GA), por exemplo, é um polissacarídeo natural altamente ramificado que é exsudado de árvores de acácia quando estas sofrem algum tipo de lesão física ou ataque microbiano. No Brasil a espécie Acacia mearnsii, popularmente conhecida como acácia-negra, apresenta interesse comercial pela exploração da casca e tronco da árvore, porém, a goma exsudada é descartada como resíduo. No entanto, nos países africanos a goma exsudada das espécies Acacia senegal e Acacia seyal apresenta grande valor comercial. Devido às propriedades da GA, ela é muito utilizada nas indústrias farmacêuticas e alimentícias. As propriedades estabilizantes da GA advém da sua estrutura ramificada associada aos diferentes grupos funcionais presentes ao longo da sua cadeia, promovendo estabilização estérica e interações específicas em uma variedade de superfícies. Neste trabalho, nanopartículas de ouro foram sintetizadas na presença de GA e estudos cinéticos foram feitos para elucidar a contribuição da GA durante a formação das AuNPs. Para comparação, a síntese também foi realizada na ausência da GA. Os estudos cinéticos foram realizados por espectroscopia UV-Vis durante um período de nove horas. Além disso, imagens de microscopia eletrônica de transmissão (MET) foram feitas para obter o tamanho, distribuição de tamanho e morfologia das nanopartículas obtidas.