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Título
DESENVOLVIMENTO DE PARTÍCULAS DERIVADAS DE QUITOSANA PARA ENCAPSULAMENTO DE ENZIMAS
Aluno: Helen Priscila Bassani - PIBIC/CNPq - Curso de Química (MT) - Orientador: Maria Rita Sierakowski - Departamento de Química - Área de conhecimento: 10603000 - Palavras-chave: polissacarídeos; quitosana; encapsulamento - Coorientador: Rilton Alves de Freitas.
As indústrias de produtos de limpeza têm buscado diferentes técnicas inovadoras para o emprego de seus produtos. Atualmente, não existe detergente na forma líquida contendo enzimas, um efetivo elemento para a remoção de manchas em roupas. As limitações quanto ao seu uso vão desde a ineficiência da liberação eficaz durante a lavagem, até a instabilidade física e química dessas moléculas nesses produtos. Uma saída para a resolução desses problemas seria o encapsulamento dos biocatalizadores em sistemas capazes de controlar sua liberação, manter a estabilidade física e química da mistura dos componentes do produto, além de utilizar matérias-primas de custo reduzido, pensando sempre na satisfação do consumidor e numa prática sustentável. Um método que aparenta ser bastante interessante para resolver esse empecilho seria o emprego da quitosana como agente encapsulante, pois é um polissacarídeo de fácil obtenção, tornando-a barata e por ser facilmente biodegradável. Para isso, faz-se necessário realizar modificações moleculares na superfície da quitosana para o favorecimento da formação das microcápsulas. Neste trabalho, portanto, foram feitas reações de carboximetilação e de acetilação nas unidades de glucosaminas constituintes da quitosana, a qual, inicialmente, foi submetida à purificação. As caracterizações dos derivados e da amostra purificada foram realizadas através das técnicas espectrométricas de infravermelho por transformada de Fourier (FTIR) e de ressonância magnética nuclear de próton (1H RMN). Pela interpretação dos espectros foram evidenciados valores de acetilação muito elevados, provenientes do alto grau de acetilação da quitosana comercial. Com isso, o grau de modificação foi prejudicado. Adicionalmente, todas as amostras foram caracterizadas por cromatografia em gel permeação, para a separação por tamanho (GPC-SEC), com equipamento acoplado a diferentes detectores. Assim, foram obtidos os valores de massa molar média dos polissacarídeos, a polidispersão e a viscosidade intrínseca. Os resultados mostraram aumento da massa molar com a modificação do polissacarídeo. As amostras modificadas também se mostraram mais polidispersas em relação à purificada. Novas modificações utilizando outra quitosana seguem em andamento, seguindo pela avaliação do encapsulamento da enzima nos compostos sintetizados. Também, se analisa a taxa de liberação do biocatalizador do interior das microcápsulas.