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Título
MODIFICAÇÃO QUÍMICA DE GALACTOMANANAS MONITORADAS EM TEMPO REAL POR MULTIDETECTORES E AVALIAÇÃO SOBRE OS PARÂMETROS MACROMOLECULARES E HIDRODINÂMICOS
Aluno: Gabrielly Fuji Messias Nagatomy - PIBIC/CNPq - Curso de Química - Licenciatura (N) - Orientador: Rilton Alves de Freitas - Departamento de Química - Área de conhecimento: 10603000 - Palavras-chave: galactomanana; oxidação seletiva; cromatografia exclusão molecular - Coorientador: Maria Rita Sierakowski - Colaborador: Caroline Novak Sakakibara.
Galactomananas (GM) são heteropolissacarídeos neutros, geralmente encontrados no endosperma de sementes de algumas espécies de leguminosas. Sua estrutura química é composta de uma cadeia principal formada por unidades de D-manopiranose unidas por ligações β(1→4), substituídas em O-6, por α-D-galactopiranose. Em sua forma natural as GM apresentam propriedades como espessantes, e por isso são muito utilizadas na indústria de alimentos e cosméticos. É possível ainda ampliar essa utilização (biomédicas, biotecnológicas) através de modificações químicas como, oxidação seletiva em álcoois primários com reagente N-oxil-2,2,6,6-tetrametilpiperidina (TEMPO). Entretanto as condições experimentais para oxidação especificamente para GM ainda são pouco conhecidas. Dessa forma, esse projeto teve como objetivo investigar a cinética de oxidação por TEMPO das GMs de Guar e Alfarroba através de caracterizações por determinação de açucares totais e ácidos urônicos e por cromatografia líquida de alta performance e espectroscopia no infravermelho (IR). Com base nessas técnicas a reação de oxidação mostrou-se eficiente para todas as GM. Para as GM pouco substituídas por galactose (GM de Alfarroba), a manose é o principal carboidrato oxidado, com cinética de oxidação de primeira ordem. Para a GM altamente substituída (GM de Guar), a oxidação mostrou-se em duas etapas, com cinéticas de oxidação de primeira ordem e ordem zero, respectivamente, relativos à oxidação da galactose, manose e novamente galactose ao final do processo oxidativo. As oxidações foram identificadas por espectroscopia no IR com banda característica de estiramento de carbonila de ácido carboxílico em 1732 cm-1. Através dessa pesquisa foi possível estabelecer melhor as condições de oxidação da GM, bem como determinar se a oxidação ocorre preferencialmente na manose ou galactose. Agradecimentos: CNPq, CAPES e UFPR.