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Título
CARACTERIZAÇÃO DO MOMENTO CRÍTICO E DOS PROCEDIMENTOS EMPREGADOS PARA O RESPONDER CONTINGENTE DO TERAPEUTA AOS COMPORTAMENTOS PROBLEMAS DO CLIENTE

Aluno: Mariana Sampaio de Almeida - PET - Curso de Psicologia (MT) - Orientador: Jocelaine Martins da Silveira - Departamento de Psicologia - Área de conhecimento: 70710015 - Palavras-chave: psicoterapia analítica-funcional; relação terapêutica; análise comportamental clínica.

A Psicoterapia Analítica Funcional (FAP) é uma estratégia psicoterápica na qual se concebe a generalização, na interação com o terapeuta, dos comportamentos problemas apresentados pelo cliente. Dessa maneira, a mudança clínica na FAP é promovida por meio da resposta do terapeuta aos comportamentos clinicamente relevantes (CRBs) do cliente durante a sessão. O objetivo desta pesquisa foi identificar um momento crítico para essa resposta do terapeuta, bem como quais foram os procedimentos mais utilizados para efetuá-la. Foi analisado especificamente o responder do terapeuta aos comportamentos problemas (CRBs1). O método consistiu na aplicação de um questionário, composto por três perguntas em escala de 1 a 4, de acordo com o grau de importância que o terapeuta atribui ao momento de apresentar uma consequência ao CRB1. Assim, o questionário pergunta sobre o momento ideal do responder contingente do terapeuta, baseando-se para isso na fase do tratamento (inicial, intermediária e final) e na frequência do CRB1 (alta, regular ou baixa). Três questões abertas buscaram identificar, para cada fase da sessão terapêutica, os procedimentos usados pelo terapeuta em resposta ao CRB1. Os participantes foram 37 terapeutas da FAP convidados a responder o questionário enquanto aguardavam por um Workshop da FAP na cidade de Curitiba, ou por aulas de especialização em psicoterapia comportamental, ou terapeutas que cursam um mestrado em Psicologia ou atendem em consultório particular em Curitiba ou outras cidades do Paraná. Os resultados indicam que quanto mais se avança no processo terapêutico, mais se aproxima do momento crítico para o responder contingente do terapeuta e o mesmo ocorreu considerando a frequência do CRB1. Foram inexpressivas as respostas que consideravam o responder contingente indiferente ou pouco relevante nas sessões intermediárias do processo terapêutico. Já em relação aos procedimentos utilizados, os resultados indicaram que em fases iniciais do processo terapêutico, o terapeuta observa atentamente os CRBs1 e estabelece um vínculo efetivo com o cliente. Nas sessões intermediárias e finais, os procedimentos mais utilizados foram os bloqueios de esquiva e a sinalização de ocorrência do CRB1 seguida de reflexões sobre a vida cotidiana e possíveis comportamentos alternativos. Estudos futuros podem avaliar empiricamente o efeito dos procedimentos descritos