1108
Título
ANÁLISE DA DIMENSÃO FAMILIARIDADE
Aluno: Jeniffer Soley Batista - PIBIC/CNPq - Curso de Psicologia (MT) - Orientador: Iara Picchioni Thielen - Departamento de Psicologia - Área de conhecimento: 70700001 - Palavras-chave: percepção de risco; familiaridade; trânsito.
A maior causa de acidentes no trânsito está relacionada ao comportamento humano. Para que seja possível realizar um processo de intervenção nos âmbitos da educação, de políticas públicas e de fiscalização é necessário compreender o comportamento. Para isso, torna-se necessário estudar o fenômeno da percepção de risco, que interfere na tomada de decisão de motoristas e pedestres. Tal estudo é considerado de extrema importância, visto que o trânsito é a segunda causa de mortalidade no Brasil. O objetivo desta pesquisa consiste em investigar a percepção de risco no trânsito abordando a análise da familiaridade: averiguar como jovens de 18 a 25 anos analisam os riscos, considerando que os motoristas nessa faixa etária podem menosprezar os possíveis danos de um acidente. Foram realizadas entrevistas utilizando um questionário que aborda 4 tipos de infrações: excesso de velocidade, avanço de sinal vermelho, falar ao celular e dirigir sob efeito de bebida alcoólica. Os resultados indicam que as jovens não se envolveram em infrações graves, e relataram que se envolveram em infrações leves; urgência médica ou de risco de assaltos seriam os principais motivos que as levariam a desrespeitar a sinalização do trânsito. Todas as entrevistadas afirmam conhecer todas ou quase todas as leis de trânsito. Dos 7 indivíduos entrevistados, 5 afirmaram respeitar todas ou quase todas as leis do trânsito. Apenas 2 entrevistadas declararam avançar sinal vermelho com relativa frequência, enquanto as restantes afirmaram nunca ou quase nunca; no entanto, nenhuma envolveu-se em acidentes por esse motivo. Em relação a beber e dirigir, 5 responderam nunca beber ao dirigir, enquanto 2 responderam quase nunca. Nenhuma delas foi multada por ingestão alcoólica no trânsito. No que tange à dimensão familiaridade, observa-se que 4 entrevistadas acreditam ser capazes de superar os riscos de falar ao celular, enquanto as 3 restantes afirmam ter pouca capacidade para controlar esses riscos. Por outro lado, no fator específico de beber e dirigir, as 7 entrevistadas (que responderam que nunca ou quase nunca dirigem alcoolizadas) responderam haver pouco ou quase nenhum controle para superar os riscos. Percebe-se, portanto, que o fator familiaridade contribui para um aumento de comportamentos de risco, no que se refere falar ao celular, mas não influencia no aumento do comportamento de dirigir alcoolizado, tendo em vista que este é considerado um risco difícil de ser superado.