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Título
RECÉM-NASCIDOS FILHOS DE MÃES DIABÉTICAS - NECESSIDADE DE INTERNAÇÃO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA OU DE CUIDADOS INTERMEDIÁRIOS NEONATAL
Aluno: Aline Torres da Cruz - IC-Voluntária - Curso de Matemática Industrial (T) - Orientador: Regina Vieira Cavalcante da Silva - Departamento de Pediatria - Área de conhecimento: 40101088 - Palavras-chave: diabete melito gestacional; recém nascido filho de mãe diabética; morbidades perinatais recém nascido filho de mãe d.
Nas últimas décadas, o Diabetes Mellitus tem adquirido importância significativa, na medida em que a população tem alterado seus hábitos dietéticos e de estilo de vida, fatores que predispõem ao aparecimento de subtipos específicos. Devido a importância e a alta prevalência que a Diabete Mellitus assume atualmente, é de grande importância que o recém-nascido filho de mãe diabética seja corretamente assistido após o parto. Assim, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem evitar repercussões como: hipoglicemia, hipóxia-isquemia, macrossomia, síndrome do desconforto respiratório, icterícia, malformações, ou até a morte. Este estudo buscou avaliar a prevalência de complicações perinatais e neonatais em filhos de mulheres com diagnóstico de diabetes mellitus gestacional ou pré-gestacional admitidos no Serviço de Neonatologia do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC-UFPR) e verificar a necessidade de internação dos mesmos nas Unidades de Terapia Intensiva ou de Cuidados Intermediários Neonatal, no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2012. Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo, descritivo em que foram obtidos dados a partir do prontuário médico de todos os recém-nascidos filhos de mães diabéticas admitidos no Serviço de Neonatologia do HC - UFPR, desde o momento da admissão até o momento da alta hospitalar, no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2012. Os dados obtidos foram registrados em protocolo próprio e específico para este fim e, posteriormente, digitados em planilha eletrônica. Após a obtenção e digitação dos dados foi realizada uma análise estatística visando conhecer as principais características desta população estudada, suas principais morbidades, características das medidas terapêuticas e de suporte adotadas, condições de alta, taxa de mortalidade e suas causas. A taxa de RN que apresentou hipoglicemia se mostrou expressivamente maior do que o relatado na literatura, esclarecido pelo local do estudo ser considerado um centro de referência no cuidado a gestantes diabéticas e receber mais casos complicados. A necessidade de internação e de cuidados intermediários foi de 24,3%. O controle glicêmico feito na UTI neonatal e o diagnóstico precoce de hipoglicemia evitaram o aparecimento de maior sintomatologia além de os sintomas de hipoglicemia encontrados serem os esperados.