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Título
ANÁLISE MOLECULAR DA VIA CARCINOGENÉTICA MUTADORA (BAT25, BAT26, D2S123, D5S346, D17S250 (MFD15CA) NO CÂNCER DE RETO
Aluno: Letícia Boslooper Gonçalves - PIBIC/CNPq - Curso de Ciências Biológicas (M) - Orientador: Iara de Taborda Messias Reason - Departamento de Patologia Médica - Área de conhecimento: 40000001 - Palavras-chave: câncer colorretal; instabilidade de microssatélites; marcadores moleculares.
Estima-se que o número de casos anuais de câncer colorretal seja na ordem de 15 milhões para o ano de 2020. No Brasil é o 4º tumor maligno de maior frequência. A capacidade de predizer a agressividade biológica e a resposta terapêutica através da análise molecular é de valor imensurável para o tratamento de pacientes com neoplasia. O câncer colorretal possui um importante componente genético, sendo originado através do acúmulo de mutações em um determinado clone de células epiteliais do cólon ou do reto, que conferem vantagem de crescimento ou, mais especificamente, falta de resposta aos determinantes intercelular e intracelulares de divisão, diferenciação ou morte celular. Os microssatélites são considerados marcadores fenotípicos de prognóstico, de resposta terapêutica e de identificação de pacientes com mutação no gene de reparo do DNA. O objetivo deste trabalho é avaliar a Instabilidade de Microssatélites (MSI) em pacientes com câncer de reto submetidos à Microcirurgia Endoscópica Transanal (TEM). Foram selecionados 90 espécimes, provenientes da ressecção do tumor de reto pela TEM. Após a análise patológica foram selecionadas amostras da região tumoral dos espécimes em blocos de parafina, sendo realizada a dissecação e extração do DNA utilizando-se o kit comercial (QIAmp® DNA FFPE Tissue Handbook - Qiagen, Califórnia, USA). Foi obtido DNA adequado nas 90 amostras tumorais, com média 520ng/µl. Os tumores retais foram testados para MSI utilizando-se um painel de 5 marcadores: BAT25, BAT26, D2S123, D5S346 e D17S250. Utilizou-se o método da Reação em Cadeia da Polimerase seguida de eletroforese em gel de poliacrilamida. Entre os 90 casos de pacientes com câncer de reto operados pela TEM, observou que 63% eram do sexo masculino e 47% do sexo feminino com média de idade de 58,4 anos. Um total de 70/90 (77,77%) dos casos apresentaram Microssatélites Estáveis (MSS), 16/90 (17,77%) apresentaram Alta Instabilidade de Microssatélite (MSI-H) e 3/90 (3,33%) Baixa Instabilidade de Microssatélite (MSI-L). A análise molecular através da pesquisa de MSI tem aplicação prática na clínica, uma vez que tumores ditos "mutadores" possuem características biológicas distintas; em relação à idade, localização, resposta a quimioterapia e melhor sobrevida em relação ao câncer colorretal estável para microssatélites.