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Título
GENES DE VIRULÊNCIA EM ESCHERICHIA COLI

Aluno: Isabel Latoch Robazza - PIBIC/CNPq - Curso de Farmácia (MT) - Orientador: Cyntia Maria Telles Fadel Picheth - Departamento de Patologia Médica - Área de conhecimento: 40101096 - Palavras-chave: e. coli; genes de virulência; pcr - Coorientador: Flavia Emanoelli Araújo de Assis - Colaborador: Cibelle de Borba Dallagassa.

Escherichia coli é um membro da microbiota intestinal de mamíferos e raramente causa doença. No entanto algumas estirpes adquiriram fatores de virulência específicos que lhes permitem causar doenças intestinais e extra intestinais em humanos. As E. coli patogênicas intestinais ou diarreogênicas (DEC) podem ser divididas em sete patotipos de acordo com os mecanismos/genes de virulência: E. coli enteropatogênica típica (tEPEC) e atípica (aEPEC), E. coli produtora de toxina Shiga (STEC), E. coli enteroinvasora (EIEC), E. coli que adere difusamente (DAEC), E. coli enterotoxigênica (ETEC) e E. coli enteroagregativa (EAEC). Além dos genes de virulência específicos que definem cada patotipo existem outros que contribuem para a virulência de DEC, e cuja distribuição é heterogênea entre os patotipos. Entre eles estão os genes pic cujo produto está associado com a colonização; astA que codifica a toxina termoestável EAST1, e efa/lifA que codifica um fator associado com aderência. O objetivo deste trabalho foi detectar a presença dos genes pic, astA e efa1/lifA em 33 estirpes de DEC, sendo: 20 aEPEC , 1 tEPEC, 3 STEC, 3 DAEC, e 6 EAEC. As estirpes foram crescidas em ágar MacConkey e as colônias utilizadas para extração do DNA pelo método de fervura. A pesquisa dos genes foi realizada através da reação em cadeia da polimerase (PCR), utilizando as condições clássicas descritas na literatura e primers específicos para cada gene. As reações de amplificação foram realizadas em termociclador Veriti utilizando os seguintes programas: para pic e efa1/lifA - 2 min a 94°C (1 ciclo); 30 s a 94°C, 20s a 58°C, 1:30 min a 72°C (30 ciclos); 5 min a 72°C (1 ciclo); astA - 2 min a 94°C (1 ciclo); 30s a 94°C, 20s a 63°C, 30s a 72°C (30 ciclos); 5 min a 72°C (1 ciclo). Os produtos de PCR foram detectados através de eletroforese em gel de agarose a 2% em tampão TBE 1X. A corrida eletroforética foi realizada a 38V por 2h, o gel foi corado com brometo de etídio e visualizado em transiluminador UV. A amplificação de fragmentos de 1175 pb indica a presença de pic, 974 pb de efa/lifA e 102 pb de astA. Catorze (42%) estirpes (9 aEPEC, 3 EAEC e 2 DAEC) apresentaram ao menos um dos genes pesquisados. astA foi detectado em 9 estirpes (27%) sendo 6 aEPEC, 2 EAEC e 1 DAEC; efa1/lifA em 7 (21%) das quais 4 aEPEC, 2 EAEC e 1 DAEC; e pic em 1 (3%) EAEC. A presença dos 3 genes foi detectada em 1 estirpe de EAEC; a associação astA e efa1/lifA em 1 aEPEC; nas demais estirpes apenas 1 dos genes pesquisados foi detectado.  Estes dados sugerem que genes de virulência adicionais são comuns entre as DEC.