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Título
DIVERSIDADE E VARIABILIDADE GENÉTICA DE FUNGOS ENDOFÍTICOS E ENTOMOPATOGÊNICOS EM DIFERENTES VARIEDADES DE MILHO (ZEA MAYS L.)

Aluno: Mariane Kowalschuk Domingues - PIBIC/CNPq - Curso de Ciências Biológicas (N) - Orientador: Patricia do Rocio Dalzoto - Departamento de Patologia Básica - Área de conhecimento: 21202001 - Palavras-chave: fungos endofíticos; zea mays; identificação de fungos - Coorientador: Ida Chapaval Pimentel.

Fungos endofíticos são descritos como potenciais auxiliares na proteção e adaptação das plantas às quais se associam. O milho (Zea mays L.) é uma das mais importantes plantas comerciais da atualidade e os fungos endofíticos podem apresentar atividade capaz de proteger a planta de organismos nocivos. A necessidade de proteger as culturas contra insetos-pragas leva ao uso, e por vezes indiscriminado, de agrotóxicos. Isso gera problemas principalmente devido à ação poluidora e à resistência de determinados insetos ao produto químico. Com a necessidade de reduzir o uso de inseticidas químicos tem-se procurado obter produtos eficientes no controle de pragas, principalmente por meio de microrganismos. Os objetivos do presente trabalho foram isolar e identificar fungos endofíticos de folhas de milho cultivado no Paraná. Os fungos foram isolados de 10 plantas de milho, sendo 2 folhas de cada planta (coletadas em Curitiba-PR), aparentemente sadias, que passaram por etapas prévias de desinfecção, visando eliminar fungos epifíticos. Estas folhas foram divididas em 4 fragmentos cada, sendo feitas 3 repetições por amostra, totalizando 240 fragmentos, que foram depositados e incubados em meio de cultura BDA, por 30 dias a 28°C e observados diariamente para obtenção dos isolados. Desses fragmentos foram obtidos 170 isolados, representando porcentagem de infecção de 70,8%. Em trabalhos precedentes, sob as mesmas condições, a porcentagem de infecção foi de 38,8% e 10,8%, respectivamente. Tais diferenças podem estar associadas às condições de sazonalidade e ambientais às quais as plantas estavam expostas, bem como à idade das mesmas. Neste trabalho, as amostras foram coletadas de plantas com 40 dias, fato que pode ter levado a uma maior colonização dos tecidos pelos microrganismos. Os micro-organismos foram purificados e separados em grupos morfológicos, de acordo com as características das colônias cultivadas, tendo sido obtidos 53 grupos distintos. Exemplares de cada grupo vem sendo caracterizados por micromorfologia, visando sua identificação ao nível de gênero. A partir destes resultados, será possível determinar quais os gêneros mais frequentes, seu papel como entomopatógenos e impactos que estes podem representar para as plantas. Na próxima etapa do trabalho, estes isolados serão identificados ao nível de espécie, por meio de sequenciamento de regiões ITS do DNA ribossomal. Após a caracterização dos potenciais entomopatógenos, testes de patogenicidade contra importantes insetos praga poderão ser conduzidos, no intuito de estabelecer seu potencial biocontrolador.