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Título
AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DO ALA APÓS TRATAMENTO LONGO DE RATOS NEFRECTOMIZADOS NO ESTRESSE OXIDATIVO SISTÊMICO E NA GLOMERULOESCLEROSE
Aluno: Fernanda Rigo - PIBIC/Fundação Araucária - Curso de Ciências Biológicas (N) - Orientador: Lia Sumie Nakao - Departamento de Patologia Básica - Área de conhecimento: 20000006 - Palavras-chave: estresse oxidativo; ácido alfalipóico; hplc - Colaborador: Fernando T. Dal Lin, Maria F. Soares, Aline Hauser.
A doença renal crônica (DRC) é caracterizada pela falha das funções renais, causando glomeruloesclerose, proteinúria, aumento da pressão capilar e infiltrado celular, proveniente do processo inflamatório. O ácido alfa lipóico (ALA) conhecido pela sua ação anti-inflamatória, é também um antioxidante, por vias diretas ou indiretas. Indiretamente, o ALA atua estimulando a via Nrf2, que é um fator de transcrição que atua na expressão de várias enzimas antioxidantes. O estresse oxidativo é o resultado do desequilíbrio na sinalização e no controle redox, determinado pela variação da concentração dos pares Cisteína e Cistina (CyS/CySS) e Glutationa e Glutationa reduzida (GSG/GSSG). Neste projeto, utilizamos modelo experimental de doença renal crônica conhecida como nefrectomia de 5/6, onde um dos rins é removido e o outro é infartado, de modo que apenas 20% da massa renal permaneçam funcionais. Os controles sham sofrem apenas manipulação da artéria renal. Devido a possibilidade de morte dos animais nefrectomizados após 83 dias, decidimos analisar os efeitos após 60 dias. Quatro grupos experimentais foram estudados: sham, sham + ALA, DRC e DRC + ALA, sendo o ALA administrado a cada dois dias via gavage na dose de 60 g/kg. Após 60 dias, os animais foram eutanasiados, 1,35 mL de sangue foi coletado de cada rato e transferido para o tubo1 com 150?L de tampão borato (500mM) contendo Ácido Iodoacético (161,3mM), BPDS (9,3mM) e L-Serina (504mM) e centrifugados para separação do plasma. 200 ?L do plasma foram transferidos para o tubo 2, contendo 10% de ácido perclórico em 200mM de ácido bórico. As amostras de plasma foram armazenadas a -80ºC para análise por cromatografia líquida de alta performance (HPLC). O rim remanescente foi fixado em formalina tamponada, incluído em parafina, seccionado e corado com PAS (periodic acid-Schiff). Estas seções histológicas estão sendo analisadas histologicamente quanto a glomeruloesclerose. A padronização do método cromatográfico para análise de cisteína e cistina, GSH e GSSG foi realizada com sucesso, adaptando um método que combina carboximetilação e derivatização com cloreto de dansila. A carboximetilação é um processo de alquilação dos tióis livres (como cisteína e GSH) presentes no plasma com a finalidade de inibir a troca tiol-dissulfeto. A derivatização é o processo de conjugação de uma molécula fluorescente, o cloreto de dansila, aos analítos de presentes no plasma, permitindo a detecção por fluorescência. A próxima etapa será então a análise dos plasmas dos ratos para determinação do estado redox.