1048

Título
AVALIAÇÃO DA BIOMASSA DE FORAMINÍFEROS E SUA APLICAÇÃO EM PROGRAMAS DE MONITORAMENTO DE IMPACTO AMBIENTAL NA BACIA POTIGUAR

Aluno: Thaise Ricardo de Freitas - IC-Voluntária - Curso de Oceanografia - Pontal do Paraná (MT) - Orientador: Hedda Elisabeth Kolm - Departamento de Oceanografia - Área de conhecimento: 20500009 - Palavras-chave: foraminíferos; biomassa; biovolume - Coorientador: Sibelle Trevisan Disaró.

Foraminíferos bentônicos são amplamente usados em estudos de monitoramento ambiental. Por seu tamanho pequeno, alta abundância, capacidade de preservação, ciclo de vida e maturação rápidos, eles respondem rapidamente a mudanças nos ecossistemas recentes e passados. Assim pode-se obter valores confiáveis para uma análise estatística, mesmo com uma pequena amostra. O biovolume e a biomassa do grupo podem fornecer informações sobre a disponibilidade de alimento e nutrientes, taxas de respiração, produtividade de ambientes, entre outras. Sendo assim, o objetivo do estudo é avaliar a biomassa de foraminíferos na área de descarte de efluentes dos emissários submarinos do pólo petroquímico de Guamaré/RN, como parte dos estudos de monitoramento ambiental. Posteriormente será testada a aplicação das curvas ABC (abundância/biomassa) sob diferentes graus de alteração. O biovolume das espécies de foraminíferos bentônicos está sendo calculado através da forma geométrica mais apropriada para cada espécie, e corrigido pela porcentagem de ocupação da carapaça pelo protoplasma. Após a obtenção do biovolume, o valor será convertido para miligramas de carbono orgânico e a biomassa das associações será estimada. As amostras foram coletadas em setembro de 2008, período seco na região da plataforma continental da costa setentrional do Rio Grande do Norte. Até o presente 72 táxons foram medidos e 5519 exemplares fotografados. Já foram realizados os cálculos para um total de 3429 indivíduos. As espécies que dominam a abundância na região são Ammonia tepida e Ammonia parkinsoniana; elas têm percentuais de ocupação da carapaça semelhantes, em média 75 e 79%, respectivamente. Além disso, foi possível observar maior ocorrência de espécies com biovolume pequeno. A fim de obter uma equação para o cálculo do volume da carapaça foi realizada uma regressão entre os valores de área e volume, e foi observado uma correlação positiva (r² = 0.9512, p < 2.2e-16), possibilitando estimativas de biomassa a partir da medição da área da carapaça. As medições para as demais espécies continuam sendo realizadas, assim como os cálculos de biomassa e posteriormente serão geradas as curvas ABC.