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Título
NÍVEL DO MAR E EVENTOS EXTREMOS

Aluno: Marina Sutilli - PIBIC/CNPq - Curso de Oceanografia - Pontal do Paraná (MT) - Orientador: Eduardo Marone - Departamento de Oceanografia - Área de conhecimento: 10802002 - Palavras-chave: maré meteorológica; método da probabilidade conjunta; maré astronômica - Colaborador: Isabeli Cristina Gomes Mesquita.

Antigas civilizações que habitavam os litorais já notavam que o nível do mar sofria alterações periodicamente, hora abaixo de um nível médio, hora acima desse. Essas alterações são chamadas de "marés". Com o avanço no tempo, o intenso desenvolvimento tecnológico, as navegações, a pesca, o turismo e a urbanização nos litorais cresceram exageradamente e, em resposta a isso, problemas como erosão, inundações e ressacas que ocorrem nessas áreas devido ao avanço do nível do mar se tornaram um problema mais grave, causando destruição das construções que, muitas vezes, são feitas de forma errônea. Em relação à navegação e a pesca, foram observados problemas como a regressão extrema do nível do mar em determinados lugares atrapalhando e até mesmo impossibilitando que ocorra a navegação. Para suprir tais problemas, estudos da variação do nível do mar se fazem necessários, tanto em escala temporal longa quanto em escala temporal curta. As variações do nível relativo do mar que ocorrem devido à atração gravitacional de corpos celestes são chamadas marés astronômicas e, as devidas a eventos meteorológicos, conhecidas como marés meteorológicas. No presente trabalho, tanto a maré astronômica quanto a meteorológica foram analisadas para auxiliar no cumprimento do objetivo principal que é, a partir de dados de nível do mar de diferentes lugares do litoral do Paraná e Sul de São Paulo, existentes no banco de dados do grupo de Física Marinha do Centro de Estudos do Mar, estimar a distribuição estatística dos níveis extremos de marés e os tempos de recorrência dos mesmos utilizando ferramentas do programa PacMare (Franco, 2006). O programa PacMare (Franco,2006) utiliza o método da probabilidade conjunta para, a partir das constantes de marés astronômicas e da análise harmônica, realizar a previsão estatística de eventos extremos. O primeiro registro de dados utilizado, correspondente a dados obtidos na base do IO-USP em Cananéia, SP, foi selecionado por possuir mais de cinco décadas de dados horários e pelo sistema estuarino lagunar de Cananéia-Iguape estar conectado ao complexo estuarino de Paranaguá pelo canal do Ararapira na Ilha do Cardoso.