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Título
METABOLISMO PELÁGICO E FLUXOS CO2 NA INTERFACE AR-ÁGUA NO EIXO LESTE-OESTE DO COMPLEXO ESTUARINO DE PARANAGUÁ (CEP)
Aluno: Julia Gonçalves Leal - PIBIC/Fundação Araucária - Curso de Oceanografia - Pontal do Paraná (MT) - Orientador: Eunice da Costa Machado - Departamento de Oceanografia - Área de conhecimento: 10803009 - Palavras-chave: metabolismo; fluxos de co2 na interface ar-água; estuário subtropical.
O estudo visa caracterizar o metabolismo pelágico no eixo Leste-Oeste do Complexo Estuarino de Paranaguá, verificando se o sistema atua como fonte ou sumidouro de CO2. Nesta etapa, foi realizada uma coleta no verão, cujos resultados foram comparados com os dados obtidos no inverno de 2012, para detectar eventuais variações sazonais no metabolismo do sistema. Na coleta de verão de 2014, realizada durante a vazante amostrou-se água de subsuperfície em 18 pontos de coleta ao longo do gradiente de salinidade, distribuídos equitativamente nos três setores do CEP. A temperatura, pH e salinidade foram medidos in situ. Para determinar a alcalinidade, alíquotas de água foram fixadas e posteriormente analisadas em laboratório por titulação GRAN. O CO2 foi determinado através de um modelo de interações iônicas, com base nos dados de salinidade, temperatura e pH. Nesta amostragem a salinidade variou de 14 a 30, a temperatura de 26 a 27,5°C e o pH de 7,01 à 7,71. Os fluxos horários de CO2 na interface ar-água foram calculados a partir da diferença entre os valores do CO2t de superfície e o CO2t de equilíbrio multiplicada por um coeficiente de transferência dependente da velocidade do vento, extrapolados para escalas diárias.No verão, verificou-se um gradiente decrescente na saturação do CO2 do setor interno para o externo, indicando que apenas no setor externo predominou a autotrofia, corroborado por teores de supersaturação de OD. As variações nas concentrações de CO2 e OD observadas ao longo do estuário estão associadas, provavelmente, aos processos de produção e mineralização da matéria orgânica, bem como a maior ou menor disponibilidade de luz e da drenagem continental. Considerando o sistema como um todo, o CEP atuou como um sumidouro de CO2, com uma evasão média de 80,5 mmol. m-2.d-1. No inverno, em contraste, houve predomínio da autotrofia. Com base nas duas campanhas, o fluxo anual de CO2 na interface ar-água do sistema foi de 3,7 mol.m-2, sugerindo que o eixo Leste-Oeste do CEP atua como fonte líquida de CO2.