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Título
COMPARAÇÃO DE DADOS DE CLOROFILA E MATÉRIA ORGÂNICA DISSOLVIDA OBTIDOS IN SITU COM DADOS DE SENSORES ORBITAIS

Aluno: Fabiola Kaviatkovski - PIBIC/CNPq - Curso de Oceanografia - Pontal do Paraná (MT) - Orientador: Maurício Almeida Noernberg - Departamento de Oceanografia - Área de conhecimento: 10000003 - Palavras-chave: chlorophyll concentration; dissolved organic matter; remote sensing.

Os oceanos demonstram constante modificação em suas propriedades físico-químicas, porém, os impactos da mudança variam de maneira distinta nas diversas regiões costeiras, de acordo com suas características. Essas zonas são vulneráveis tanto às mudanças climáticas quanto à eventos mais extremos. No Brasil, devido à falta de conhecimento sobre a dinâmica costeira e a escassez de dados de longas séries temporais, muito se perde nas pesquisas relacionadas com impactos e vulnerabilidade dessas áreas. A partir disso, o sensoriamento remoto é visto como uma alternativa viável e adequada para obtenção de dados físico-químicos e biológicos do oceano em longo prazo. Porém, torna-se imprescindível a validação destes, pois somente com monitoramento e observações acuradas é possível mapear as áreas mais vulneráveis da costa, podendo assim prever futuros impactos. Apesar de existir diversos projetos de monitoramento ao longo do litoral, nota-se a necessidade de sistemas observacionais integrados, abordando diversas escalas espaço-temporais e gerando resultados fundamentais para modelagem de processos físicos e ecológicos. Como parte do plano de trabalho do novo Sistema de Monitoramento da Costa Brasileira, este trabalho teve como objetivo a avaliação da precisão e exatidão dos valores de clorofila e de matéria orgânica dissolvida, obtidos por uma boia meteo-oceanográfica instalada a 30 km da costa paranaense, a partir de dezembro de 2013. Para isso, foi feita uma comparação dos dados in situ com os do sensor MODIS-Aqua. Foram calculadas as médias diárias para os parâmetros in situ de temperatura, turbidez e salinidade, além de clorofila, afim de melhor validar os dados. Adicionalmente, imagens com a média diária de clorofila e resolução espacial de 4 km foram apanhadas gratuitamente do site http://oceancolor.gsfc.nasa.gov/. Os valores preliminares in situ de temperatura variaram de 25 a 28°C, de turbidez de 56,7 a 90,9 NTU e de clorofila de 0,087 a 0,27 mg/m³. Já os dados de clorofila do sensor orbital variaram de 0,30 a 0,32 mg/m³, para o mesmo período. Isto mostra uma significância nos dados obtidos pela boia. Como esperado, as baixas concentrações de clorofila encontradas estão combinadas ao fato dos dados serem procedentes do verão. Mas também, notou-se que a diferença entre as médias dos valores in situ são maiores que as do MODIS, isso porque a resolução espacial do sensor é de 4 km, enquanto os dados da boia são de um ponto específico. Entretanto, para melhor validação dos dados in situ, os parâmetros salinidade e precipitação estão sendo adicionados ao estudo.