1032
Título
ESTRESSE OXIDATIVO EM UCA SP. EXPOSTA A UM DERRAME EXPERIMENTAL DE ÓLEO DIESEL NA BAÍA DE PARANAGUÁ (PARANÁ, BRASIL)
Aluno: Bruno Gabriel Costelini - IC-Voluntária - Curso de Oceanografia - Pontal do Paraná (MT) - Orientador: Paulo da Cunha Lana - Departamento de Oceanografia - Área de conhecimento: 10801006 - Palavras-chave: estresse oxidativo; óleo diesel; uca sp. - Colaborador: Helena Cristina da Silva de Assis, Leonardo Sandrini Neto, Sabrina Loise de Morais Calado.
O impacto de atividades humanas em ambientes estuarinos, com a contaminação associada, pode ser inferido em diversos níveis de organização biológica. Este trabalho avalia as respostas de caranguejos chama-maré Uca spp. à exposição experimental de campo a óleo diesel, tanto em nível populacional, através das variações na densidade estimada por contagem de tocas, como no nível bioquímico, através da análise de biomarcadores moleculares de estresse oxidativo. Três espécies-alvo, U. maracoani, U. leptodactyla e U. uruguayensis, foram preliminarmente selecionadas para padronização de procedimentos de laboratório e determinação dos níveis enzimáticos de base. A quantidade total de proteína existente, a atividade das enzimas superóxido dismutase (SOD), glutationa peroxidase (GPx), glutationa-S-transferase (GST) e do substrato glutationa reduzida (GSH) e os níveis de peroxidação lipídica (LPO) foram determinados no hepatopâncreas e tecidos associados de indivíduos das três espécies. Todos estes biomarcadores denotam a resposta celular ao estresse oxidativo provocado por poluentes, como os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs) do óleo diesel. Os resultados indicam que rotinas analíticas adaptadas de outras espécies de invertebrados podem ser aplicadas às três espécies de Uca. Numa segunda etapa, ainda a ser realizada, planejamos um experimento manipulativo de campo com estratégia M-BACI (Multivariate - Before/After Control/Impact), com a exposição de U. maracoani a um derrame localizado de óleo diesel. O estudo prevê amostragens em seis áreas (três controle e três impacto) em seis períodos (três antes e três após após o derrame), com seis blocos de 4 m2 por área. Três desses blocos (alternados) serão destinados à contagem do número de tocas, variável considerada proxy da mortalidade, fuga ou evitação dos animais à perturbação. Cinco animais serão retirados de cada um dos outros três blocos para análise dos biomarcadores selecionados. Se registradas diferenças significativas entre os tratamentos, a espécie poderá vir a ser tratada como indicadora de contaminação de áreas estuarinas entre-marés por óleo diesel.