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Título
FUNGOS DO LITORAL DO PARANÁ CAPAZES DE DEGRADAR GASOLINA E DIESEL

Aluno: André Florencio Bogo Macedo - PIBIC/CNPq - Curso de Oceanografia - Pontal do Paraná (MT) - Orientador: Hedda Elisabeth Kolm - Departamento de Oceanografia - Área de conhecimento: 21202001 - Palavras-chave: fungos; gasolina; diesel - Colaborador: Laíza Cabral de Faria.

Os fungos estão presentes em todos os tipos de ambientes e são indispensáveis para a degradação da matéria orgânica. O tráfego de embarcações em ambientes costeiros acarreta em poluição das águas por gasolina ou óleo diesel. Assim, a biorremediação de áreas impactadas por hidrocarbonetos através de micro-organismos, por ser um método barato e eficiente, é um assunto que vem sendo muito estudado no mundo todo. Desta forma, esse estudo visou identificar organismos capazes de degradar esses dois compostos. Esse trabalho consistiu em analisar a capacidade de micorremediação de 31 fenótipos de fungos, coletados em um manguezal localizado na Baía das Laranjeiras, no eixo norte-sul do Complexo Estuarino de Paranaguá. Ao meio de cultura utilizado, preparado com água doce ou água salgada, foram adicionados 0,25% ou 0,50% de gasolina ou óleo diesel como única fonte de carbono. O crescimento de cada uma das colônias, em placas de Petri encubadas a 28ºC, foi acompanhado durante 12 dias. A cada 3 dias o halo de crescimento foi medido com um paquímetro. Dos fenótipos analisados, apenas três não cresceram em nenhum dos meios. O Trichoderma sp.1, apresentou um halo de 9 cm (diâmetro total da placa) em três dias, e o mesmo foi observado no Curvularia, só que em 6 dias, em todos os meios de cultura. Dentre os fungos que cresceram, o Trichoderma sp.4 e o Aspergillus sp.6 foram os que apresentaram os menores valores. O primeiro cresceu sobre toda a placa no meio de cultura de água doce com concentração de 0,25% de gasolina no 12º dia, mas variou entre 2,4 e 4,9 cm nos demais meios de cultura, tanto de água doce quanto de água salgada. O halo do segundo variou entre 2,4 e 3 cm em todos os meios de cultura. Os resultados mostraram que nem todas as espécies de um mesmo gênero têm a mesma capacidade de crescimento nestes compostos. Ainda pode ser observada, em alguns fenótipos, uma capacidade maior de crescimento em gasolina que em diesel. Como a primeira possui cadeias de carbono mais simples que o segundo, há indícios de que os fungos analisados conseguem degradá-la com mais facilidade. A capacidade da maioria dos fenótipos estudados de crescer nos dois hidrocarbonetos mostra o potencial desses micro-organismos na regeneração de áreas contaminadas.