1025
Título
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE PACIENTES ACOMETIDOS POR ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL EM USO DE TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL DOMICILIAR
Aluno: Marcia Maria Arenhart Soares - PIBIC/UFPR-TN - Curso de Nutrição (MT) - Orientador: Maria Eliana Madalozzo Schieferdecker - Departamento de Nutrição - Área de conhecimento: 40503003 - Palavras-chave: acidente vascular cerebral; avaliação nutricional; terapia nutricional - Colaborador: Caryna Eurich Mazur.
O acidente vascular cerebral (AVC) é uma doença crônica e causa invalidez e internações. Entre as sequelas está a disfagia, que pode necessitar de terapia nutricional enteral no domicilio (TNED). O objetivo deste estudo é avaliar o perfil nutricional de indivíduos acometidos por AVC em uso da TNED, analisar a adequação calórica e de macronutrientes e verificar a situação de (in) segurança alimentar e nutricional dos domicílios. O estudo é transversal com doentes atendidos pelo Programa de Atenção Nutricional de Curitiba que possuíam como diagnóstico clínico o AVC. Além dos dados de identificação foram coletados: dados socioeconômicos; tempo de diagnóstico; tempo de TNED; via de acesso; fórmula infundida; comorbidades; número de reinternamentos; dados antropométricos como, peso (kg), altura (m), Índice de Massa Corporal (IMC), Circunferência da Panturrilha (CP), Circunferência do Braço (CB), Circunferência Muscular do Braço (CMB) e a Prega Cutânea Triciptal (PCT); dados dietéticos pelo recordatório de 24 horas; dados bioquímicos pela Albumina sérica; dados clínicos por meio da Avaliação Subjetiva Global (ASG); e dados da Escala Brasileira de Medida da Insegurança Alimentar. Foram avaliados 45 pacientes, com média de idade de 75 (min. 43 - máx. 94) anos, 64,4% (n=29) eram do sexo feminino e 86,7% (n=39) eram idosos. A via de acesso mais comum foi a gastrostomia (73,3%) e a fórmula mais oferecida foi a mista (40%, n=18)). Entre as comorbidades associadas 86,7% (n=39) possuíam hipertensão. A desnutrição estava presente em 84,4% (n=38) segundo a CP, 82,2% (n=37) segundo o IMC; 77,8% (n=35) de acordo com a CB; 73,4% (n=33) pela PCT; e 64,4% (n=29) conforme a CMB. Na ASG, todos foram classificados com algum grau de desnutrição. Na avaliação bioquímica, 77,2% estavam dentro do padrão de normalidade. Na avaliação dietética, 73,3% dos doentes atingiram suas necessidades energéticas. Verificou-se que 46,7% dos domicílios apresentaram insegurança alimentar leve. Os pacientes apresentaram desnutrição de acordo com os parâmetros antropométricos e clínicos, no entanto as necessidades energéticas e de macronutrientes foram alcançadas. E a maioria das famílias encontravam-se em segurança alimentar.