1018

Título
DESPERDÍCIO NA ALIMENTAÇÃO ESCOLAR EM CRECHES

Aluno: Débora Letícia Frizzi Silva - PIBIC/UFPR-TN - Curso de Nutrição (MT) - Orientador: Márcia Aurelina de Oliveira Alves - Departamento de Nutrição - Área de conhecimento: 40602001 - Palavras-chave: alimentação escolar; desperdício de alimentos; creches - Colaborador: Anabelle Retondario de Lima Borba.

As creches têm a responsabilidade de fornecer aos alunos uma alimentação equilibrada e adaptada às necessidades de cada faixa etária devendo considerar e monitorar a ingestão dos alimentos, as sobras e os restos das refeições. Objetivou-se neste estudo determinar o resto ingesta de crianças de 7 a 24 meses em creches do município de Colombo/PR e o impacto financeiro gerado por este desperdício. A pesquisa foi realizada entre junho e novembro/2013 em 4 creches municipais (A, B, C e D) através da pesagem direta das 6 refeições servidas e das sobras alimentares durante 5 dias não consecutivos, num total de 120 refeições. Foram realizados os seguintes cálculos: médias das porções servidas(g) e consumidas(g) para cada dia e refeição; desperdício pela diferença entre as médias das porções servidas e consumidas e, o percentual do índice resto ingesta pela relação entre o desperdício e a porção média servida. Para avaliação do índice resto ingesta foi considerado o valor aceitável para a população adulta de no máximo 10% por não existir parâmetros para a faixa etária estudada. O impacto do desperdício no custo da alimentação escolar do município foi baseado no valor médio de R$1,63 dia/aluno matriculado em creche, disponibilizado pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte, considerando a contrapartida do município e o transferido pelo FNDE. Os dados foram avaliados através da análise de variância (ANOVA) e de Kruskal-Wallis, com post hoc de Tukey e de Dunnett's C (p<0,05) para comparação das médias. Dos 788,1g de alimentos diários (n=20) servidos às crianças apenas 606,8g foram consumidos obtendo um índice resto ingesta médio de 22,5%. Ao comparar as creches separadamente o índice resto ingesta também mostrou-se superior ao aceitável em todas as creches e em todos os dias avaliados, variando entre 10,5 a 33,1%. Esse percentual elevado pode estar relacionado à falta de padronização das porções servidas e à relação da criança com o ambiente e com as pessoas no momento da refeição. O impacto financeiro gerado pelo desperdício em 2013 no município foi em torno de R$0,36 dia/aluno matriculado. Extrapolando este valor para todas as crianças matriculadas em berçários no município o mesmo atinge cerca de R$67mil/ano, valor suficiente para alimentar as mesmas crianças por aproximadamente 2 meses. Os resultados apontam uma realidade que pode ser ainda mais alarmante se considerado todos os alunos matriculados no mesmo município, no estado do Paraná e no país, situação esta que pode vir a gerar um problema de saúde pública.