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Título
PATOLOGIA ESPERMÁTICA DE GATO-MARACAJÁ (LEOPARDUS WIEDII) APÓS O DESCONGELAMENTO DO SÊMEN

Aluno: Thays Spolaôr - PIBIC/CNPq - Curso de Medicina Veterinária - Palotina (MT) - Orientador: Nei Moreira - Departamento de Medicina Veterinária - Área de conhecimento: 20406010 - Palavras-chave: patologia espermática; conservação de espécies; leopardus wiedii.

O gato-maracajá (Leopardus wiedii) é um felídeo que habita a América do Sul e América Central, esse espécime está apresentando quedas nas populações naturais, devido à baixa reprodução, sendo necessário que se implante um programa para a conservação da espécie. Foram utilizados dois machos oriundos do Refúgio Biológico da Itaipu para a análise de alterações na morfologia espermática após a descongelação do sêmen. O método utilizado para a coleta do sêmen foi a eletroejaculação e para a criopreservação foi feita a separação do plasma seminal, a aplicação de um diluente específico associado à curva de congelação em equipamento automatizado e armazenamento em botijão de nitrogênio líquido. O descongelamento foi realizado em banho-maria a 37ºC durante 30s, depois o sêmen foi colocado em uma lâmina onde foi adicionada solução formol salina e o corante POPE. Na análise realizamos a contagem de 100 células espermáticas de cada animal no microscópio óptico e, como resultado, foi observado que mais da metade das células apresentavam-se normais (média de 62,5%), sendo que as três patologias mais encontradas foram: cauda dobrada/enrolada levemente (6,5%), cauda dobrada/enrolada fortemente (6,5%) e cabeça delgada (5%). As deformações com maior índice (de 6,5%) podem ter três causas: a primeira, ocorre por uma diminuição no número de microfibrilas 3 ou 4 (Dag defect) que é de origem hereditária; a segunda, ocorre por choque osmótico ou térmico que seria uma falha no processo de congelamento da amostra; e a terceira, acontece por disfunções do epidídimo, podendo ser de origem genética. Levando-se em consideração que antes da criopreservação o sêmen destes animais já apresentava certa porcentagem de alterações, e comparando com o resultado após a descongelação, pode-se concluir que o método utilizado para congelar o sêmen não causou muitas alterações tanto na qualidade, quanto na morfologia dos espermatozóides.