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Título
TREINAMENTO PARA RECONHECIMENTO DE LESÕES OCULARES EM ANIMAIS EXÓTICOS
Aluno: Tassia Mariane Merisio - PIBIC/Fundação Araucária - Curso de Medicina Veterinária - Curitiba (MT) - Orientador: Fabiano Montiani Ferreira - Departamento de Medicina Veterinária - Área de conhecimento: 50503006 - Palavras-chave: peixes; oftalmologia; morfológicas - Colaborador: Isabela Dall'Agnol Canto, Christiane Montenegro Coimbra Moura.
Existem, no Brasil, aproximadamente 4000 espécies de peixes. Estes animais são classificados como cartilaginosos ou teleósteos e apresentam diferenças não somente na morfologia corporal, mas também algumas diferenças na estrutura do bulbo ocular. A oftalmologia de peixes é uma ainda área pouco explorada. Há poucas informações na literatura sobre essa área de estudo. Tendo isso em vista, o presente trabalho objetiva estudar a oftalmologia de peixes, descrevendo as diferenças morfológicas biométricas observadas nos olhos desses animais. Foram observados os bulbos oculares de 57 peixes de diversas espécies, provenientes de peixarias e feiras. Essas amostras foram observadas macroscopicamente e medidas com um paquímetro digital. Um total de 21 bulbos foram fixados em formol 10% e submetidos aos procedimentos padrões para a confecção de lâminas histológicas, corados com Hematoxilina e Eosina e analisados microscopicamente. Os resultados das medidas (média e desvio padrão) dos bulbos das espécies estudadas em maior número foram: Salmão (Salmonidae sp) apresentou eixo horizontal médio de 15,416 ± 2,54 mm e eixo vertical médio de 15,8 ± 3,93 mm. Já as medidas do Urophycis sp., popularmente conhecido como Abrotea, foram: 12,58 ± 2,2 mm de eixo horizontal e 10,75 ± 2,58mm de eixo vertical. As particularidades morfológicas mais evidentes foram encontradas no Salmão (Salmonidae sp.) e no Tambaqui (Colossoma macropomum). No primeiro observou-se uma estrutura espessa e esbranquiçada que tem sua inserção próxima ao limbo, recobre o bulbo em toda sua extensão, e por onde o nervo óptico continua o seu trajeto. Já no segundo foi observada a presença de uma estrutura ramificada e aparentemente vascularizada entre a esclera/cartilagem e a coróide/retina. Uma característica observada nos bulbos oculares analisados microscopicamente foi a presença de cartilagem apenas na região equatorial, e não cobrindo todo o fundo do olho como ocorre nas aves. Outras diferenças morfológicas, macro e microscopicamente, estão sendo analisadas.