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Título
AVALIAÇÃO DA PREVALÊNCIA DE METÁSTASES DE TUMORES EM OUTROS ÓRGÃOS EM CÃES ATENDIDOS EM UMA POPULAÇÃO HOSPITALAR DA REGIÃO DE PALOTINA-PR
Aluno: Raquel Fatima Heintze - PIBIC/Fundação Araucária - Curso de Medicina Veterinária - Palotina (MT) - Orientador: Flavio Shigueru Jojima - Departamento de Medicina Veterinária - Área de conhecimento: 50501038 - Palavras-chave: metástases; radiologia; neoplasia - Colaborador: Diogo Czornobai, Joyce Alves, Claudia Derussi de Souza.
Os principais sítios para a ocorrência de metástases são pulmão, fígado, baço e linfonodos regionais, sendo os exames de imagem importantes ferramentas para o diagnóstico. A ultrassonografia permite identificar as características das lesões, os nódulos e massas são anecóicos ou hipoecóicos em relação ao restante do parênquima do órgão e podem ter ecogenicidade homogênea ou complexa. Para avaliação de metástases pulmonares, a radiografia pode ser utilizada, realizando três projeções da incidência do raio, ventro-dorsal, latero-lateral direita e esquerda, sendo observado padrão intersticial nodular múltiplo. O objetivo é avaliar a disseminação de metástases em outros órgãos em cães atendidos no Hospital Veterinário da UFPR - Setor Palotina, PR, no período de agosto de 2012 a maio de 2014. Foram atendidos 63 animais, 45 fêmeas (71,42%) e 18 machos (28,58%), os quais apresentavam 32 tipos de tumores, sendo que alguns apresentaram mais de um. A maior prevalência foram neoplasias mamárias (42,85% dos pacientes e 60% das fêmeas), como o adenocarcinoma, carcinossarcoma, tumor misto maligno, tumor misto benigno, carcinoma, carcinoma indiferenciado, carcinoma papilífero, carcinoma de células de tumor misto, carcinoma de células escamosas, carcinoma tubular e adenoma. Em seguida, lipoma e o mastocitoma (12,7% cada), tumor venéreo transmissível (6,35%), hemangiossarcoma (4,76%), melanoma (3,17%), fibrossarcoma (3,17%) e outros (14,3%) como o adenoma de glândula adanal, hemangioma, tumor maligno de células de sertoli, quimodectoma, sertolioma, carcinoma de células de transição, melanocitoma, condroma, histiocitoma, sarcoma, leiomioma, adenoma de glândula perianal e timoma. Os animais com quimodectoma, sertolioma, mastocitoma e um animal com adenoma e carcinoma foram diagnosticados com metástase pulmonar. Na ultrassonografia quinze animais apresentarem alterações como metástase em baço, fígado e lindonodos regionais, neoformação abdominal e massa aderida na parede da bexiga. As neoplasias mais frequentes para metástase em baço e fígado foram carcinoma, mastocitoma e adenocarcinoma, seguido por osteossarcoma, fibrossarcoma, melanoma, timoma, tumor venéreo transmissível e piogranuloma. Conclui-se que, a ocorrência de radiografias sugestivas para metástase pulmonar foi baixa (6,35%), pois alguns animais apresentavam quadros iniciais da doença e nódulos menores de cinco milímetros não são detectados pela técnica, porém o diagnóstico de metástases pela ultrassonografia foi significativo (23,80%), demonstrando maior propensão a ocorrência em órgãos como baço e fígado.