0989
Título
VALIDAÇÃO DE TÉCNICAS DE PREPARAÇÃO DE CORTES HISTOLÓGICOS E DE CONTAGEM DE FIBRAS NERVOSAS SENSITIVAS DE DIFERENTES ÁREAS DO ACETÁBULO DE GATOS
Aluno: Lucas Lubasinski Daniel - IC-Voluntária - Curso de Medicina Veterinária - Curitiba (MT) - Orientador: José Fernando Ibañez - Departamento de Medicina Veterinária - Área de conhecimento: 50501070 - Palavras-chave: displasia coxofemoral; fibras sensitivas; gatos - Coorientador: Renato Silva de Sousa - Colaborador: Mayara Eggert, Janayna de Lima Balardini, Amanda Becker.
A displasia coxofemoral é uma afecção bastante frequente em cães, e portanto, já é bastante aprofundado seu conhecimento. Entretanto, em gatos esta doença é subdiagnosticada, e carece de estudos mais aprofundados. No intuito de ampliar os conhecimentos acerca da displasia coxofemoral em felinos e direcionar seu tratamento tentou-se quantificar as fibras sensitivas nervosas do acetábulo, e para tanto as peças precisaram inicialmente sofrer processamento histológico, incluindo um processo de descalcificação do tecido, de forma a possibilitar a confecção das lâminas para microscopia. Foram coletados ambos os acetábulos de 30 animais, seccionados em 3 partes (cranial, craniodorsal e caudal), e fixados em formol durante pelo menos 5 dias. Após a fixação, estes foram submetidos ao processo de descalcificação com solução de Jenkins (10% H2O, 10% clorofórmio, 4% ácido acético glacial, 4% ácido clorídrico e 72% Álcool 95ºGL) ou solução de ácido fórmico-citrato de sódio, sendo a escolha da solução através de randomização, e a solução trocada a cada 24 horas até que fosse possível seccionar sem esforço as peças usando uma lâmina manualmente, indicando que houve descalcificação suficiente para a continuação do processamento histológico. O objetivo desta etapa da pesquisa foi a comparação e validação da técnica de descalcificação óssea para avaliação das fibras nervosas. O tempo de descalcificação é proporcional à quantidade de cálcio que deve ser retirado do osso, e este depende de fatores como o tamanho do animal, idade, sexo, raça, alimentação, podendo ter grande variação entre animais. Além disso, a capacidade do descalcificador retirar o cálcio do tecido, o tamanho do fragmento a ser descalcificado, e a quantidade da solução utilizada também influenciam diretamente o tempo de descalcificação. O tempo de descalcificação foi contado separadamente em cada fragmento). A descalcificação se mostrou mais eficiente com a solução de ácido fórmico-citrato de sódio segundo o teste T de student (p<0,01), tendo o tempo de descalcificação de cada fragmento variado entre 24 e 144 horas, sendo a média por animal de 76,13 horas (DP=31,69, enquanto que com a solução de Jenkins o tempo de descalcificação dos fragmentos variou entre 48 e 264 horas, sendo a média por animal de 154,67 horas (DP=57,24).