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Título
EPIDEMIOLOGIA E DETECÇÃO DE DIOCTOPHYMA RENALE ( GOEZE, 1782 ) EM CÃES E GATOS DOS MUNICÍPIOS DE PINHAIS E SÃO JOSÉ DOS PINHAIS
Aluno: Leticia Arantes Cararo - IC-Voluntária - Curso de Medicina Veterinária - Curitiba (MT) - Orientador: Larissa Reifur - Departamento de Medicina Veterinária - Área de conhecimento: 21300003 - Palavras-chave: dioctophyma renale; cães e gatos; pinhais e são josé dos pinhais - Coorientador: Simone Domit Guerios.
Dioctophyma renale foi descrito pela primeira vez pelo zoólogo alemão Johann August Ephraim Goeze em 1782. Este parasita pertence ao filo nematoda e é caracterizado por possuir grandes dimensões e habitar os rins e a cavidade abdominal de seu hospedeiro definitivo. A sua existência implica na destruição do parênquima renal, causando a ineficiência do órgão e muitas vezes reduzindo-o a uma cápsula fibrosa. A doença é chamada de dioctofimose e é considerada uma zoonose. Esta vem sendo detectada em humanos através de técnicas de diagnóstico por imagem. Seu ciclo é complexo e pode envolver vários hospedeiros. Dentre os hospedeiros intermediários encontram-se os anelídeos oligoquetas (Lumbriculus variegatus, parasitas das brânquias de crustáceos), já os hospedeiros paratênicos podem ser os peixes, rãs ou sapos. Os hospedeiros definitivos são os mamíferos, especialmente os cães e gatos, e, por fim, o hospedeiro acidental pode ser o ser humano. Técnicas de diagnóstico por imagem e a pesquisa de ovos na urina podem ser usados para o diagnóstico deste parasito. Foi devido a presença desse parasito em nossa sociedade e sua importância na saúde pública que surgiu o interesse em pesquisar a ocorrência desse parasito em cães e gatos. A urina dos cães e gatos selecionados para o projeto de extensão "Unidade Móvel de Esterilização e Educação em Saúde", realizado nos municípios de Pinhais e São José dos Pinhais, foi analisada e um questionário foi aplicado aos proprietários para se obter dados epidemiológicos. Até o momento foram analisadas 33 amostras de urina (4 gatos e 29 cães) e nenhum apresentou ovos de D. renale. Até o final do projeto estima-se que o número de animais dobrará, mas pode-se esperar antecipadamente que o número de animais infectados na região seja mais baixo que o esperado, fato que possivelmente seja explicado após a análise dos dados epidemiológicos.