0981
Título
PERCEPÇÃO DE MORADORES, COMERCIANTES, ESTUDANTES E TRANSEUNTES SOBRE A PRESENÇA DE POMBOS (COLUMBA LIVIA) NO CENTRO DA CIDADE DE CURITIBA
Aluno: Karina Francini Braga - PIBIC/CNPq - Curso de Medicina Veterinária - Curitiba (MT) - Orientador: Simone Tostes de Oliveira Stedile - Departamento de Medicina Veterinária - Área de conhecimento: 40602001 - Palavras-chave: pombos; fauna sinantrópica; espaços públicos - Colaborador: Camila Marinelli Martins, Rafael Stedile, Alexander Welker Biondo.
Os pombos domésticos (Columba livia) são encontrados em grande quantidade nos centros urbanos devido à oferta de abrigos que a arquitetura fornece em vãos e fissuras, favorecendo a ovoposição e, consequentemente, o aumento desta população. Aliado a isso, há ausência de predadores naturais desta espécie (aves de rapina), além da disponibilidade de alimentos advindos do lixo. O presente estudo avaliou a percepção dos moradores, trabalhadores e transeuntes quanto à população de pombos em espaços públicos no centro da cidade de Curitiba, Paraná, Brasil. Para obtenção de um número representativo de moradores, comerciantes e transeuntes, calculou-se uma amostragem com 95% de confiança de questionários a serem aplicados nas praças. Os questionamentos foram realizados por acadêmicos do Projeto de Extensão "Controle de Zoonoses em Curitiba e Região Metropolitana", do departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná, de setembro a novembro de 2012. Os acadêmicos foram orientados quanto à aplicação dos questionários, a fim de alcançar padronização nas respostas. Como resultado desta pesquisa observou-se que a maioria dos entrevistados é contra a presença de pombos sendo significativos (P=0,001) 51,74% (104/201) na Praça Rui Barbosa, 58,98% (279/473) na Praça Santos Andrade, 72,67% (133/183) no prédio da UFPR e 61,11% (11/18) na Rua da Cidadania Matriz. A maior parte dos entrevistados é contra a presença de pombos nestas regiões sendo (P<0,001)65,85% (81/123) entre os acadêmicos, 88,52% (54/61) entre os funcionários, 55,89% (218/390) entre os transeuntes, 61,11% (33/54) entre os moradores, 57,42% (143/249) entre os comerciantes. Conclui-se que apesar de a maioria da população que convive com estas aves ser contra a existência delas, não existe uma conscientização sobre o potencial zoonótico e nem sobre seu ciclo de vida o que pode contribuir para o aumento desta população.