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Título
PROLIFERAÇÃO CELULAR INTESTINAL DE FRANGOS DE CORTE SUBMETIDOS A UM MODELO DE ENTERITE EXPERIMENTAL E SUPLEMENTADOS COM AMINOÁCIDOS TRÓFICOS

Aluno: Karen Prokoski - PIBIC/UFPR-TN - Curso de Medicina Veterinária - Palotina (MT) - Orientador: Nelson Luis Mello Fernandes - Departamento de Medicina Veterinária - Área de conhecimento: 50500007 - Palavras-chave: pcna; jejuno; arginina - Coorientador: Jovanir Inês Müller Fernandes - Colaborador: Bruna Cereda de Oliveira, Jean Paulo Contini, Patrícia Fernanda dos Santos Marques.

Danos e prejuízos ao epitélio da superfície da mucosa intestinal resultam em inflamação, resposta imune descontrolada e desequilíbrio da homeostase orgânica. O objetivo foi utilizar a técnica de imunohistoquímica para avaliação da proliferação celular usando o anticorpo monoclonal PCNA (Antígeno Nuclear da Proliferação Celular) na mucosa intestinal de frangos de corte submetidos a um modelo experimental de enterite e suplementados com aminoácidos tróficos. Foram utilizados 600 pintos de corte da linhagem Cobb, machos, de 1 dia de idade. O delineamento foi inteiramente casualizado em esquema fatorial 2x3 (com e sem desafio experimental e 3 dietas) com 5 repetições e 20 aves cada compondo 30 unidades experimentais. Uma dieta comercial foi utilizada como controle e outras duas dietas foram elaboradas com glutamina, associada ao ácido glutâmico (2 e 4% de Aminogut®), arginina (1 e 2% de L-Arginina) e treonina (1 e 2% de L-treonina). Aos 14 dias de idade, o grupo de aves desafiadas recebeu vacina comercial para coccidiose diretamente no inglúvio (±80.000 oocistos). Dois dias após, um inóculo contendo Escherichia coli com uma concentração calculada de 108 UFC/dia/ave foi preparado efornecido na água de bebida das aves por dois dias. Aos 7, 28 e 42 dias de idades foram sacrificadas 10 aves/tratamento para coleta de jejuno. Foram obtidos cortes histológicos das amostras e as lâminas foramsubmetidas à rotina de imunohistoquímica e incubadas com anticorpo primário anti-PCNA. Foi realizada a contagem celular em 3 distintas regiões da vilosidade intestinal: base, meio e ápice. Os dados foram analisados utilizando-se o programa SAS. Aos 7 dias houve interação significativa entre as dietas e o desafio experimental para todas as contagens de células PCNA-positivas. Observou-se que a contagem na base e meio dovilo, foi maior para as aves desafiadas. Aos 28 dias as aves desafiadas apresentaram menor (p<0,05) contagem de células PCNA-positivas no meio do vilo. As aves que receberam a dieta 2, apresentaram maior contagem de células PCNA-positivas que as aves da dieta 1.Aos 42 dias entre as desafiadas, as que receberam os aminoácidos tiveram menores contagens que o controle. A maior taxa de multiplicação celular, através da maior contagem de células PCNA positivas nas aves que receberam os aminoácidos na dieta e foram desafiadas, sete dias após o desafio, demonstra a maior capacidade de reparo da mucosa lesionada. A utilização da técnica de PCNA pode ser aplicada para avaliação do reparo intestinal de frangos de corte.