0975
Título
DESENVOLVIMENTO DE UM APLICADOR DE LACRES PARA HEMOSTASIA EM OVARIECTOMIA LAPAROSCOPICA EM ÉGUAS
Aluno: Joao Batista Poncio da Silva - PIBIC/UFPR-TN - Curso de Medicina Veterinária - Curitiba (MT) - Orientador: Peterson Triches Dornbusch - Departamento de Medicina Veterinária - Área de conhecimento: 50501003 - Palavras-chave: laparoscopia; ovariectomia; dispositivo laparoscópico - Coorientador: Rogério Luizari Guedes, Ivan Roque de Barros Filho, Ivan Deconto.
A ovariectomia em éguas pode ser unilateral ou bilateral, e é um procedimento cirúrgico realizado rotineiramente por motivos relacionados com patologias do ovário. As técnicas cirúrgicas convencionais utilizadas em medicina veterinária são muito invasivas. A cirurgia por videolaparoscopia tem o intuito de diminuir esses efeitos, além disso ela permite maior visualização interna, incisões menores e menor manipulação das vísceras abdominais. Um aspecto importante a ser considerado, durante o procedimento cirúrgico, é a hemostasia, visando impedir ou coibir a hemorragia, favorecendo a evolução normal da ferida operatória e, consequentemente, evitando infecções e a reintervenção. O melhor para ser utilizado em grandes animais é o lacre de poliamida, por ter baixo custo, fácil manipulação, fácil esterilização, e não apresentar reação pelo organismo. Mas para ser utilizado na hemostasia em ovariectomia laparoscópica em égua era necessário o desenvolvimento de um dispositivo que permitisse a colocação desses lacres por via laparoscópica. Foram utilizadas 6 fêmeas equinas acometidas de patologias ovarianas e éguas receptoras de embrião. Após sedação e anestesia local tópica, foi realizada a retirada de um ou ambos os ovários através da técnica videolaparoscópica, com acesso através de três portais, inserido no flanco e o paciente em estação quadrupedal. A ligadura foi realizada com lacre de poliamida aplicado através de um dispositivo metálico desenvolvido especialmente para esta finalidade e com depósito de patente depositado pela UFPR. Foram avaliados: o tempo do procedimento cirúrgico, o tempo de manuseio do equipamento até a aplicação do lacre de poliamida e as complicações pós-operatórias, como sangramentos, infecções, comportamento e avaliação ultrassonográfica da região operada, até o dia da alta. Em todos os pacientes o tempo de cirurgia médio foi de 1 hora. Nenhum dos animais apresentou hemorragias ou infecções, todos tendo alta clínica com 15 dias de pós-operatório. Apenas um animal apresentou difícil acesso à cavidade abdominal devido ao excesso de peso e gordura peritoneal. Neste paciente o ovário foi perdido na cavidade durante a sua exteriorização, mas sem complicações. Outro paciente foi eutanasiado ao termino do período de avaliação, devido a outra enfermidade concomitante que não estava relacionada ao ato cirúrgico e na necropsia identificou-se o lacre de poliamida encapsulado. Concluiu-se que o aplicador de lacre de poliamida na hemostarsia do pedículo ovariano por via laparoscópica em éguas foi eficiente.