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Título
APLICANDO O ÍNDICE DE SAÚDE INTESTINAL (ISI) EM NECROPSIAS DE FRANGOS DE CORTE
Aluno: Jéssica Giuriatti - IC-Voluntária - Curso de Medicina Veterinária - Curitiba (MT) - Orientador: Elizabeth Santin - Departamento de Medicina Veterinária - Área de conhecimento: 50503014 - Palavras-chave: enterites; índice de saúde intestinal; fatores de impacto - Colaborador: Andressa Dlugosz, Antonio Leonardo Kraieski.
A manutenção da saúde intestinal de frangos de corte ainda é um desafio e a necessidade de definição de parâmetros para a sua monitoria é fundamental. Sabe-se que densidade qualidade dos ingredientes da dieta, qualidade da água, manejo, tipo de galpão e até mesmo pelo tipo de cama utilizada podem ser fatores predisponentes de lesões entéricas, que nem sempre vão causar mortalidade, mas vão afetar o desempenho e bem estar dos animais. Este trabalho tem como objetivo padronizar os escores de alterações gastrintestinais em frangos de corte e estabelecer o índice de saúde intestinal (ISI) que seja de fácil aplicação e interpretação pelos médicos veterinários. O ISI foi desenvolvido pelo laboratório de Ornitopatologia da Universidade Federal do Paraná onde foi estabelecida uma tabela para avaliação de lesões macroscópicas dos órgãos onde cada escore dado vai apresentar no final um fator de impacto na função do mesmo. Assim, no intestino são avaliadas alterações como necrose, inflamação, descamação e lesão de Eimeria sp. e seu fator de impacto será de 3,1,1,2 respectivamente, além de considerar a presença de alimento não digerido no íleo e Placas de Peyer congestas que terá como fator de impacto 1 e 1, respectivamente. No fígado avalia-se se o mesmo esta aumentado e congesto, aumentado e amarelo ou diminuído e amarelo, tendo seus fatores de impacto 2, 2 e 3, respectivamente. Rim aumentado, com seu fator de impacto 1. Pâncreas diminuído ou aumentado, seu fator de impacto 2. Presença de erosão de moela tem seu fator de impacto 2 e, por fim, no trato respiratório se houver alterações seu fator de impacto será 1, visto que este ISI foi desenvolvido especialmente para o trato gastrintestinal. Cada uma destas alterações poderá ser classificada pelo avaliador em ausência 0, presença leve (1), moderada (2) ou severa (3). O índice final se alcança fazendo a multiplicação da intensidade de lesão versus o fator de impacto estabelecido, sendo que o ISI máximo será de 150. Com todos estes dados apresentados os resultados de necropsias a campo serão estabelecidos e demonstrados com maior facilidade e melhor compreendido, em termos de severidade, mesmo por aqueles que não são patologistas. Conclui-se que a aplicação do ISI irá facilitar o trabalho do médico veterinário quanto a capacidade de monitorar, prever e prevenir problemas, proporcionando produtos saudáveis ao consumidor, melhor bem estar aos animais e ampliando ainda mais a capacidade de gerar lucros às empresas Avícolas do Brasil.