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Título
ACESSO AO ILIO PARA DENERVAÇÃO ACETABULAR EM FELINOS DOMESTICOS
Aluno: Janayna de Lima Balardini - IC-Voluntária - Curso de Medicina Veterinária - Curitiba (MT) - Orientador: José Fernando Ibanez - Departamento de Medicina Veterinária - Área de conhecimento: 50500007 - Palavras-chave: displasia coxofemoral; fibras sensitivas; gatos - Colaborador: Mayara Eggert, Lucas Lubasinski Daniel, Amanda Becker.
Apesar de cães e gatos serem as espécies de animais domésticos que possuem maior convivência com o ser-humano, a ideia de que um gato é um cão pequeno e de que todos os procedimentos aplicados a este podem ser extrapolados àquele tem se mostrado inválida em muitos campos da medicina veterinária. A displasia coxo-femoral, doença osteoarticular importante para os cães, tem se mostrado presente nos gatos em estudos recentes, e procedimentos e conhecimentos acerca desta para estes precisam ser aprofundados. Este estudo teve por objetivo avaliar o acesso cirúrgico para a denervação acetabular nos felinos, em que foram coletados 60 acetábulos de cadáveres de 30 gatos. Para a coleta foi realizada a tricotomia do local, seguida da dissecação de alguns dos animais para elucidar posição de nervos, a localização de estruturas importantes a serem mantidas durante a cirurgia e a melhor visualização das regiões acetabulares, e de outros para a avaliação da melhor técnica cirúrgica de acesso à região. Após esse estudo, as regiões acetabulares direita e esquerda, foram dissecadas e liberadas de inserções musculares e neurovasculares, seguido da remoção da cápsula articular e ligamentos, bem como da luxação da cabeça femoral no ponto da incisão e ruptura do ligamento da cabeça do fêmur, mantendo-se intacto o periósteo da região. Os acetábulos retirados foram cortados preservando uma margem de 1 cm na região cranial e caudal. Após a retirada, os acetábulos foram dissecados, medidos e divididos em 3 partes, cranial, dorsal e caudal. Também foram dissecados, dos mesmos animais, fragmentos do nervo isquiático, que devem passar pelos mesmos processos dos fragmentos acetabulares, a fim de formarem o grupo controle positivo para o estudo. Com as coletas podemos definir a melhor forma de prosseguir com o acesso cirúrgico de denervação acetabular nessa espécie, onde é feita uma incisão na região lateral da coxa usando o trocanter maior do fêmur e a crista ilíaca como referência. Após a incisão de pele e subcutâneo seguiu-se a incisão do músculo tensor da fascia lata e o afastamento dos músculos glúteo superficial, médio e profundo na região cranial do acetábulo. Também foi visualizado que próximo a região caudal e dorsal encontra-se a passagem do nervo isquiático, sendo este, uma estrutura a se tomar cuidado durante a cirurgia, além de que, na região cranial, há a presença da veia circunflexa femoral lateral, que se seccionada gera uma dificuldade para visualização do campo a ser denervado, mas não causa danos hemodinâmicos ao paciente.