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Título
USO DO EXTRATO DE ARTEMISIA ANNUA CONTRA OOCISTOS DE EIMERIA SP. NO AMBIENTE

Aluno: Gabriela Leticia Delai Vigne - PIBIC/Fundação Araucária - Curso de Medicina Veterinária - Curitiba (MT) - Orientador: Marcelo Beltão Molento - Departamento de Medicina Veterinária - Área de conhecimento: 50502042 - Palavras-chave: artemisia annua; eimeriose; parasitologia.

Nas últimas três décadas, a avicultura tem apresentado altos índices de crescimento, representando quase 1,5% do PIB brasileiro. Em 2011 a produção nacional atingiu 13 milhões de toneladas de proteína animal, tornando o país o terceiro produtor mundial e líder em exportação. O Brasil alcançou a modernização com novas estratégias de manejo, sanidade, nutrição, bem-estar e melhoramento genético. Porém, essa tecnificação não conseguiu acabar com as doenças gastrintestinais causadas por protozoários, sendo a Eimeriose, a principal enfermidade parasitária existente na criação de aves. Estudos revelam que a prevalência de Eimeriose em granjas é considerada alta e isso indica falha no controle da doença pelos quimioprofiláticos e/ou aumento da resistência à esses coccidiostáticos, já que o modo de combater este problema é com o uso de antiparasitários comerciais e sem considerar a epidemiologia do parasito. Além da deposição de compostos químicos no meio ambiente e na própria carne, que fizeram aumentar a procura por produtos orgânicos. Buscando solucionar estes entraves, destaca-se a fitoterapia e entre as diversas plantas estudadas, estudos têm provado o uso da Artemisia annua. Essa planta tem como principal composto a artemisinina, considerada responsável pelas suas atividades antiparasitárias. Assim, o objetivo desse trabalho foi determinar a eficácia do extrato produzido a partir da A. annua em camas de aves, procurando comparar sua ação, no controle da coccidiose. Na primeira fase do trabalho, a A. annua utilizada foi obtida na Universidade de Campinas (CPQBA), onde se procedeu a colheita e identificação taxonômica das folhas, sendo secas, trituradas e armazenadas. A partir disso, foi realizada a extração hidro-alcóolica. Nessa extração, as folhas foram pesadas, trituradas em álcool 80% e armazenadas em frasco por 30 dias, a 4C°, sob agitação periódica. Realizou-se a filtração, e os extratos foram concentrados e liofilizados. O rendimento obtido na extração foi de 6,9% de artemisinina. Já na segunda fase, devido ao longo processo de extração, os dados do uso de A. annua a 30 mg/ml serão apresentados, juntamente com dados do grupo controle, controle positivo com hipoclorito de sódio (5%) e um produto a base de óleo de coco (25%). Esses produtos serão aplicados em áreas de 2x2 m2 naturalmente contaminadas por coccídeos, obtendo amostras da cama de frango aleatoriamente em quadrados de 10cm2, em triplicatas. Os dados serão avaliados após a análise coproparasitológica da cama antes e após a aplicação com o teste de Spearmann.