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Título
PESQUISA DE OOCISTOS DE CRYPTOSPORIDIUM SPP. UTILIZANDO A REAÇÃO EM CADEIA PELA POLIMERASE (PCR) COMO MÉTODO DE DETECÇÃO

Aluno: Felipe Gustavo Garcia - PIBIC/UFPR-TN - Curso de Medicina Veterinária - Palotina (MT) - Orientador: Silvia Cristina Osaki - Departamento de Medicina Veterinária - Área de conhecimento: 21301026 - Palavras-chave: cryptosporidium; bezerros; pcr - Colaborador: Alessandra Snak, Flavia Smiderle.

Parasitos do gênero Cryptosporidium infectam principalmente o trato digestório e respiratório de diversas espécies animais, domésticas e silvestres, causando a criptosporidiose que é uma zoonose mundialmente distribuída. A porta de entrada do oocisto é via oral, liberando quatro esporozoítos nas vias digestivas que se fixam principalmente nas microvilosidades intstinais. Em seguida ocorre a fase de multiplicação assexuada (merogonia) e uma sexuada (gametogonia) que formam novos oocistos que esporulam no local e são eliminados nas fezes. O agente já foi descrito em diversas espécies de animais, porém no Brasil ainda há poucos estudos que relatam a ocorrência desse patógeno. Dessa forma, esse trabalho vem contribuir para o conhecimento da ocorrência de espécies de Cryptosporidium spp.nos bezerros que habitam propriedades rurais na região Oeste e Noroeste do Paraná. Amostras fecais foram coletas e enviadas para o Laboratório de Parasitologia e Doenças Parasitárias da Universidade Federal do Paraná, Setor Palotina. Lâminas foram preparadas, após diluição e centrifugação das fezes, utilizando a técnica de coloração por Ziehl-Neelsen modificada. As amostras positivas foram submetidas à extração de DNA, e posteriormente à reação em cadeia pela polimerase. Os produtos amplificados serão sequenciados, para determinar a espécie de Cryptosporidium spp. Das 259 amostras analisadas, 93 foram positivas para o protozoário, representando 35,9% e os outrOs 166 foram negativas, ou seja, 64,1%. Esses resultados demonstram a importância em se detectar os animais portadores, uma vez que estes podem contaminar o meio ambiente, especialmente os cursos d'água, e promover a disseminação da doença para outros animais e até para o homem. O projeto continua em andamento, agora com o sequenciamento das amostras positivas.