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Título
AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DOS HABITANTES DE UM CONDOMÍNIO DE ALTO PODER AQUISITIVO EM PINHAIS-PR, SOBRE O DESCARTE DE CARCAÇAS DE ANIMAIS DOMÉSTICOS
Aluno: Dorie Fernanda de Moraes Zattoni - PIBIC/Fundação Araucária - Curso de Medicina Veterinária - Curitiba (MT) - Orientador: Simone Tostes de Oliveira Stedile - Departamento de Medicina Veterinária - Área de conhecimento: 50502026 - Palavras-chave: descarte; carcaça; animal - Colaborador: Michelle Leticia Macan.
Agressões ambientais, causadas pelo descarte impróprio de cadáveres, são capazes de comprometer e colocar em risco a qualidade de vida dos habitantes e os recursos naturais. O Brasil possui uma população crescente de animais - em 2011, o país possuía 36,8 milhões de cães e 21,8 milhões de gatos, um número grande de animais que, sem o manejo necessário, podem ser vetores para zoonoses. Para evitar danos ambientais, a legislação brasileira criou normas para que ocorra o devido descarte das carcaças; essas leis abrangem animais que apresentem suspeitas, ou não, de agentes patológicos. Animais suspeitos de serem portadores de microrganismos de importância a saúde pública devem ser submetidos a tratamento com redução de carga microbiana; enquanto os animais sem suspeita de infecção podem ser encaminhados sem tratamento prévio ao local licenciado para o descarte de resíduos de saúde. O objetivo do presente estudo foi avaliar o grau de conhecimento da população de um condomínio de alto poder aquisitivo sobre políticas públicas de descartes de cadáveres de animais domésticos. Foi realizado censo no referido condomínio no ano de 2013. Para obtenção dos dados optou-se pelo uso de entrevista com questionário, no qual uma das perguntas dizia respeito ao destino do corpo de seus animais domésticos que vieram/viessem a óbito. A porcentagem de pessoas que respondeu que enterra o animal foi de 31,3%. O descarte feito através do auxílio da prefeitura foi de 9,1%, e por encaminhamento ao médico veterinário 8,2%. 20% dos habitantes disseram não saber como descartar o cadáver do animal. 2,6% desfazem-se da carcaça jogando-a no lixo, enquanto 9,5% cremam o animal morto. Dos 230 habitantes entrevistados, 42 não responderam à pergunta (18,2%). Baixa parcela dos habitantes (0,8%) respondeu que jogaria o animal morto em um terreno baldio. Os dados mostram que a maioria dos moradores desconhece a legislação federal e estadual que tratam sobre o descarte da carcaça animal; 38,2% dos habitantes se recusaram a responder e/ou desconhecem como se deve efetuar o descarte do corpo. É necessário o uso de medidas educativas para que o descarte seja feito corretamente, segundo as leis vigentes no país.