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Título
CRIAÇÃO ARTIFICAL DE TAMANDUÁ-MIRIM (TAMANDUA TETRADACTYLA) NO HOSPITAL VETERINÁRIO CAMPUS PALOTINA - RELATO DE CASO
Aluno: Danielle Alexandra Maciel Matteo - Curso de Medicina Veterinária - Palotina (MT) - Orientador: Anderson Luiz de Carvalho - Departamento de Medicina Veterinária - Área de conhecimento: 50500007 - Palavras-chave: nutrição; reabilitação; conservação - Colaborador: Laura Regina Grillo, Everton Leonardi.
O Tamandua tetradactyla, popularmente conhecido como tamanduá-mirim ou tamanduá-de-colete, é um mamífero da família Myrmecophagidae (ordem pilosa), com comportamento noturno/crepuscular e tamanho de até 105 cm e, segundo a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), seu grau de ameaça é considerado pouco preocupante. Um filhote macho de T. tetradactyla, com 0,662 Kg foi recebido no Hospital Veterinário Campus Palotina (HV Palotina), após o atropelamento e óbito de uma fêmea adulta em uma estrada rural. O paciente foi avaliado no HV Palotina, que realizou exame clínico completo e exame complementar. Os exames iniciais revelaram leve anemia e aumento de volume abdominal com retenção de gases, que exigiu a realização de estímulo à expulsão de fezes e urina através de massagem abdominal.Durante a permanência do paciente do HV Palotina, utilizaram-se cinco dietas, com a mesma formulação básica (mistura de leite com teor de lactose reduzido em 90% e creme de leite integral). No início do tratamento, as alimentações foram fornecidas com frequência de quatro a cinco vezes ao dia, com o uso de mamadeira, e posteriormente disponibilizou-se a dieta em bebedouro para aves. O paciente foi pesado diariamente antes de ser alimentado. Aliado à alimentação, foram realizadas atividades de enriquecimento ambiental. Após o término de tratamento, solicitou autorização de transporte ao IBAMA. Observou-se que no inicio do tratamento, o paciente tinha alteração de volume abdominal com retenção de gases, e as fezes apresentavam aspecto pastoso, e no decorrer do tratamento, o aspecto voltou ao normal, sendo este, sólido e com coloração marrom escuro. Ao nascimento, filhotes de T. mexicana (espécie semelhante ao T. tetradactyla) apresentam cerca de 300g, e este peso atinge 600g e 900 g com quatro e treze semanas de vida, respectivamente. Considerando estes dados, estimou-se que o paciente recebido no HV Palotina chegou idade de seis semanas e, após o término do tratamento atingiu o peso de 1,046 Kg em 15 semanas de vida, o que pode ser considerado adequado em relação aos parâmetros observados no trabalho de Cuaron et al. (1987). Na avaliação dos autores, o tratamento utilizado foi satisfatório para estabilizar o paciente e promover seu crescimento, contudo, a limitada informação disponível sobre taxas de crescimento ao longo de diferentes tratamentos impede uma comparação mais apurada dos resultados encontrados. Neste sentido, sugere-se a padronização do acompanhamento de crescimento destes animais para fins de comparação com outras dietas utilizadas.