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Título
AVALIAÇÃO DA ANALGESIA TRANSOPERATÓRIA DA ASSOCIAÇÃO DE REMIFENTANIL E CETAMINA EM CÃES ANESTESIADOS PARA OSTEOSSÍNTESE
Aluno: Carolina Haluche Lautert - IC-Voluntária - Curso de Medicina Veterinária - Curitiba (MT) - Orientador: Ricardo Guilherme D'Otaviano de Castro Vilani - Departamento de Medicina Veterinária - Área de conhecimento: 50501011 - Palavras-chave: osteossíntese; remifentanil; cetamina - Coorientador: Dorli da Silva Amora Junior - Colaborador: Luiz Carlos da Luz, Vanessa Nadine Gris, Cristiano Lemos da Silva.
Lesões e procedimentos em ossos longos frequentemente geram dor severa que, se não controlada, pode perdurar no período pós-operatório, com sérias consequências ao animal. Ainda, alguns pacientes podem apresentar comprometimento hemodinâmico devido ao trauma, aumentando consideravelmente a chance de complicações anestésicas. Este estudo teve como objetivo avaliar a utilização de remifentanil e cetamina na analgesia de cães anestesiados com propofol para procedimentos de osteossíntese ou osteotomia de ossos longos. Foram utilizados cães submetidos a procedimentos de osteossíntese ou osteotomia de ossos longos no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná. A medicação pré-anestésica foi realizada com meperidina 5 mg/kg por via intramuscular, seguinda de indução anestésica com propofol a 2 mg/kg/min por via intravenosa. A manutenção foi iniciado com propofol a 0,4 mg/kg/min, sendo titulada a cada 10 minutos de acordo com a profundidade do plano anestésico. Os cães foram divididos em 4 grupos: bloqueio epidural (BL, lidocaína 2% 0,125 ml/kg, bupivacaína 0,5% 0,125 ml/kg, morfina 0,1 mg/kg, n = 2), cetamina (C, 0,6 mg/kg/h, n = 2), remifentanil (R, 10 µg/kg/h, n = 3) e remifentanil + cetamina (RC, 10 µg/kg/h + 0,6 mg/kg/h, n = 3). Foram avaliados frequência cardíaca (FC) e respiratória (FR), pressão arterial sistólica (PAS), média (PAM) e diastólica (PAD) pelo método não-invasivo, saturação parcial de O? (SpO2) e temperatura esofágica. A recuperação anestésica foi classificada como excelente, boa, regular ou ruim. A pesquisa encontra-se em andamento, com n amostral previsto de 32 animais (8 por grupo). Não houve diferença estatística entre os grupos com relação ao tempo médio de indução. A taxa média de infusão de propofol foi significativamente menor (p<0,05) em R e RC em relação ao grupo C (0,32 ± 0,15 mg/kg/min, 0,36 ± 0,06 mg/kg/min e 0,45 ± 0,11 mg/kg/min, respectivamente), e no grupo R em relação ao grupo BL (0,40 ± 0,08 mg/kg/min). A FC no grupo C foi significativamente maior (p<0,05) em relação ao grupo BL aos 10 minutos, e em relação aos grupos BL, R e RC dos 70 aos 110 minutos de anestesia. Não houve diferença estatística entre os grupos nos demais parâmetros fisiológicos. Sete cães apresentaram recuperação anestésica excelente (dois do grupo BL, um do grupo C, dois do grupo R e dois do grupo RC), dois apresentaram recuperação boa (um do grupo C e um do grupo R), e em um animal do grupo R não foi possível avaliar a qualidade da recuperação. É necessário maior número de animais para apontar diferenças significativas entre os grupos.