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Título
INFUSÃO CONTÍNUA DE PROPOFOL ASSOCIADO AO REMIFENTANIL, CETAMINA E LIDOCAÍNA NA ANESTESIA DE CADELAS SUBMETIDAS À MASTECTOMIA
Aluno: Bruna Alessandra Gantzel Cichon - PIBIC/UFPR-TN - Curso de Medicina Veterinária - Curitiba (MT) - Orientador: Ricardo Guilherme D'Otaviano de Castro Vilani - Departamento de Medicina Veterinária - Área de conhecimento: 50501011 - Palavras-chave: propofol; opioides; dor - Colaborador: Luiz Carlos da Luz, Bruno Massa de Viveiros e Luiz Fernando Bora.
As neoplasias mamárias representam mais da metade de neoplasias em cadelas. O tratamento é feito através da mastectomia, procedimento cirúrgico agressivo e que frequentemente causa sensibilização central devido a estímulos repetidos aos nociceptores periféricos, levando à dor neuropática. A fim de garantir conforto e qualidade na recuperação dos pacientes, deve-se optar por um protocolo analgésico adequado ao nível de dor ao qual o paciente é submetido. A Escala de Melbourne é baseada em respostas fisiológicas e comportamentais, incluindo 6 categorias de parâmetros ou comportamentos relacionados à dor. A escala se baseia em observações comportamentais e avalia múltiplos fatores, por isso é mais sensível e específica. Esta pesquisa tem como objetivo avaliar e comparar a utilização da infusão contínua de propofol em associação ao remifentanil, cetamina e lidocaína (grupo 1) ou associado a epidural cranial com ropivacaína (grupo 2) na analgesia pós-operatória em cadelas submetidas à mastectomia total unilateral. Para o projeto, foram incluídas 14 cadelas com neoplasia mamária, divididas aleatoriamente entre os dois grupos, resultando em 8 animais no grupo 1 e 6 cadelas no grupo 2. Os animais foram pré-medicados com acepromazina (0,05 mg/kg) e petidina (5 mg/kg) por via intramuscular, induzidos com propofol na taxa de 2 mg/kg/min e com variação na taxa durante a manutenção. Imediatamente após a indução foi iniciada a infusão com opioide ou procedida a técnica de epidural. A analgesia pós-operatória foi avaliada por meio da escala de Melbourne adaptada, na qual o paciente é avaliado, antes do procedimento e após, durante 24 horas, e para cada parâmetro é atribuído um número de 0 (comportamentos opostos à dor) a 3 (comportamentos relacionados à dor intensa). A classificação final é dada pela soma dos números obtidos em cada descrição, variando de 0 a 27 pontos. Os resultados foram analisados pelo método de ANOVA. Não foram observadas diferenças estatísticas significativas entre os grupos em todos os momentos. A média para escore no grupo 1 foi de 5,8 ± 2,7 e 5,6 ± 3,3 para o grupo 2. Entretanto, seis animais desse estudo receberam resgate analgésico, dos quais quatro eram do grupo 1, sendo que um apresentou escore dor moderada e os demais escore dor leve e dois animais do grupo 2, os quais apresentaram escore de dor leve. Com base nos resultados obtidos pode-se concluir que ambos os protocolos promoveram analgesia pós-operatória satisfatória devido as baixas médias de escore em ambos os grupos, promovendo a redução do uso de analgésicos pós-operatórios.