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Título
AVALIAÇÃO DA PREVALÊNCIA DE ALTERAÇÕES CLÍNICAS E LABORATORIAIS EM CÃES COM TUMORESATENDIDOS EM UMA POPULAÇÃO HOSPITALAR DA REGIÃO DE PALOTINA-PR
Aluno: Arielle Aparecida Lara - Pesquisa voluntária - Curso de Medicina Veterinária - Palotina (MT) - Orientador: Flávio Shigueru Jojima - Departamento de Medicina Veterinária - Área de conhecimento: 50500007 - Palavras-chave: tumor; cães; síndromes paraneoplásicas - Colaborador: Claudia Derussi de Souza, Thaisa Fleck, Patrícia Wickert.
A prevalência de tumores em cães vem aumentando significativamente, dentre as razões que explicam este aumento, temos a maior longevidade na vida destes animais, pois, a relação entre proprietário e animal de estimação está cada vez mais próxima levando ao maior investimento na saúde do seu animal. O presente trabalho teve como objetivo avaliar as alterações laboratoriais de cães portadores de neoplasias, atendidos no Hospital Veterinário-UFPR Setor Palotina, Palotina-Pr no período de Agosto de 2012 a Maio de 2014. Foram atendidos 63 cães com neoplasias, estes foram submetidos a uma sequência de exames laboratoriais e bioquímicos. A confirmação dos diagnósticos de neoplasia foi realizada através de citologia e/ou histologia. Dentre os 63 animais atendidos, 45 eram fêmeas (71,42%) e 18 eram machos (28,58%), os quais apresentavam 32 tipos diferentes de tumores, sendo que alguns animais apresentaram mais de um tipo de tumor. As neoplasias mamárias representaram a maior prevalência (42,85%), dentre elas adenocarcinoma (9 animais), carcinossarcoma (5 animais), tumor misto maligno (1 animal), tumor misto benigno (1 animal), carcinoma (3 animais), carcinoma indiferenciado (1 animal), carcinoma papilífero (1 animal), carcinoma de células de tumor misto (1 animal), carcinoma de células escamosas (1 animal), carcinoma tubular (1 animal) e adenoma (11 animais). A segunda maior prevalência foi o lipoma representando 12,7% dos casos, seguido do mastocitoma (12,7%), TVT (6,35%), hemangiossarcoma (4,76%), melanoma (3,17%), fibrossarcoma (3,17%) e outros representando 14,3%, como: adenoma de glândula adanal, hemangioma, tumor maligno de células de sertoli, quimodectoma, sertolioma, carcinoma de células de transição, melanocitoma, condroma, histiocitoma, sarcoma, leiomioma, adenoma de glândula perianal e timoma. Dentre as amostras, observou- se: 25,40% dos animais com hiperalbuminemia (albumina > 4,0g/L), 20,63% com hipocalcemia (cálcio < 8,6mg/dL), 17,46% com hiperfosfatemia (FA > 88 U/L), 15,87% com trombocitopenia (contagem de plaquetas < 200.00 mil/mm?), 14,28% com hipercalcemia (cálcio > 11mg/dL), 12,70% com anemia (VG < 25%) e 8% com hiperglicemia ( glicose > 110mg/dL). Dos pacientes com adenocarcinoma 33,3% apresentaram hiperalbuminemia e 33,3% hipocalcemia. Em pacientes com lipoma, 20% obtiveram hipercalcemia. Pacientes com TVT apresentaram 66,6% de trombocitopenia. A maior preocupação dos proprietários com os animais tornou mais precoce o diagnostico e tratamento, diminuindo a incidência de metástases, associada com o avanço da medicina veterinária.